Ir para o conteúdo

domingo, 25 de dezembro de 2016

Artigos

LIDERANDO EQUIPES PARA OTIMIZAR RESULTADOS

É o grande desafio para aquele que não tem poder. Então como obter sucesso no seu trabalho, na organização, quando tem que convencer seus superiores sobre uma nova idéia? Ou liderar outros lideres sem o poder da hierarquia? Ou ainda, liderar diferentes personalidades na empresa? Na palestra do 23º. CBTD – Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento, mostrou quais são as lições para liderar líderes, através de 3 princípios que será apresentado neste artigo, inspirado nos trabalhos de Jeswald W. Salacuse, um estudioso sobre o assunto e do livro de autoria Liderando Equipes, incluindo outros estudos e minhas experiências sobre o tema.
Os três princípios mobilizadores de líderes:
1-Comunicação Estratégica, 
2- Relacionamento Tático e 
3- Motivadores de Ação.
 
1- Comunicação Estratégica.
(A comunicação estratégica tem a preocupação de estabelecer um objetivo claro nas comunicações a partir do interesse do receptor e, o conteúdo deve provocar a sua atenção e mobiliza-a para uma ação. A mensagem deve ser compreensível quer seja num dialogo mais longo ou numa conversa de 30 segundos no elevador). 
 
2- Relacionamento tático. 
(Deve-se procurar por interação um-a-um em toda oportunidade. Visitando esses lideres em suas salas ou na impossibilidade, nos eventos da empresa, no almoço, no café, nos corredores, nos elevadores. Nessas oportunidades deve-se entender seus interesses, perguntando, ouvindo, seus projetos e suas necessidades.Esta técnica consiste em especificar o pensamento do interlocutor, atingir o drive de ação (frame) e moldar, conforme o seu objetivo em questão).
 
3- Motivadores de ação. 
(Os lideres estão na organização pelos seus interesses, esses são seus motivadores de ação. Os motivadores podem ser emocionais ou racionais. Os emocionais estão ligados a questões pessoais, é intangível, não mensurável e não quantificável. Os racionais têm impacto no processo, no operacional e no resultado. Agora se forem nivelados: resultado e realidade, ou ainda: resultado superior ao esperado, a probabilidade de aceitar sua solução é nula.). Aparentemente existe certo temor, por parte da direção superior, de que se perca o controle sobre os seus funcionários ou ainda que surja algum tipo de levante revolucionário, algo como “a revolta dos tenentes”. Pode se incluir nessa lista de medos as questões financeiras e salariais.  Ton Peters, (nasceu em Baltimore, Maryland. Graduado em engenharia civil em 1965, e obtendo um mestrado em 1966. De seguida, Peters estudou gestão na Stanford Business School, obtendo o seu MBA e doutoramento (PhD). Em 2004, também recebeu um doutoramento honorário da Universidade de Gestão de Moscovo. De 1966 a 1970, Peters serviu na Marinha Norte-Americana. De 1973 a 74, trabalhou na Casa Branca, na Administração Nixon, como consultor em abuso de substâncias (drogas). Peters trabalhou como consultor de gestão na McKinsey & Company, chegando a partner e líder de práticas organizacionais efetivas em 1979, após o qual, em 1981, Peters passou a consultor independente. É um guru da gerência de negócios, de 1970 até o presente. Seu primeiro grande livro (em coautoria com Robert Waterman “Em Busca da Excelência” – editado em português como “Vencendo a Crise” foi um inesperado sucesso editorial. Famoso por suas brilhantes idéias sobre administração, sugere estarmos vivendo em um ambiente no qual nossa vida profissional está repleta de altas apostas, grandes riscos, incerteza, ambigüidade e desempenho rigoroso, e que, nesse caos, uma nova forma de liderança deve emergir como o diferencial estratégico mais importante no mundo dos negócios: o líder de líderes. É isso, muito simples, líderes trabalham com líderes. Líderes não criam seguidores, criam mais líderes. Um estratégia simples de marketing: a direção deve cercar-se de líderes, para que possa transmitir-lhes o poder de descobrir e criar os seus próprios destinos. Warren Bennis, presidente e fundador do Instituto de Liderança da Southern California University, desenvolveu uma pesquisa com 90 líderes reconhecidos da iniciativa privada, a maioria da lista Fortune 500, em que detectou que bons líderes transferem poderes, responsabilidade e autonomia a seus subordinados, aumentando a motivação sem precisar instituir um sistema de prêmios e castigos. Para se implementar um sistema de gestão em que os Coordenadores atuem como gestores estratégicos, é essencial que a direção encare a mudança como uma via de mão dupla, ou seja, a gerência deve ser participativa em todos os aspectos, não somente naqueles que atendam aos interesses da direção. A prioridade é a instituição, o investimento é no atendimento das necessidades dos clientes e a conseqüência é rentabilidade no médio e longo prazo para os acionistas, no caso de instituição particular. Essa estratégia não difere muito para o caso de instituições públicas ou sem fins lucrativos, apenas que a conseqüência é o crescimento e perpetuação da própria instituição.
 
 
André Luz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina e Pós-Doutorado pela UNTREF – Universidade Tres Febrero – Buenos Aires – Argentina. Professor nos cursos da Faculdade Barretos e Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente. prof.andrebastos@hotmail.com.

Compartilhe: