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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Artigos

Simplesmente Felicidade

Quando temos a oportunidade de viajar para lugares onde a natureza é o cenário principal nos recordamos de nossos avôs. Daquelas histórias lindas, engraças e simples que nos contavam. O jeito que eram as festas de família, as dificuldades da lida, e como eram pesados os trabalhos braçais. No entanto, sempre no final de cada história se deixava prevalecer a ideia de que tudo valia apena, pois eram felizes. A simplicidade daquela vida era o maior motivo de tanta alegria.
Hoje é óbvio que a vida se tornou bem mais prática. Serviço braçal ganhou até mesmo vários adereços mecânicos, e com a nossa realidade social, ficou mais fácil ficar mais tempo com os amigos e parentes. Até mesmo nossas refeições se tornaram mais diversificadas. Afinal, antigamente se comia o que se produzia nos quintais das casas.
Mas o interessante, nunca fomos tão infelizes. Ao notar a vida de hoje, percebemos que a alegria não está mais no SER, mas no TER. Percebemos que a alegria se tornou um artigo de luxo, pois quase ninguém tem tempo mais para ser feliz. Estamos correndo tanto para manter as contas em dia, pagar o carro e a casa financiada, assegurar uma educação paga para as crianças, manter a agenda de vastos compromissos que nos esquecemos de ser felizes. Esquecemo-nos de ser simples.
Esquecemos que é uma alegria tão grande estar reunido com a família, que é tão gostoso ir visitar bons e velhos amigos. Esquecemos que é uma alegria tamanha rir de nós mesmos. Esquecemo-nos de nos lembrar de que dessa vida não levamos nada. 
Ah, que saudades da simplicidade. Aquilo sim era felicidade!
 
Pe. Thiago Reis
 

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