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“Na vida somos chamados a sermos beija-flores, não urubus” (autor desconhecido)
A semelhança entre as duas aves – beija-flor e urubu – será grande se vista no qualificativo de ave: ambos voam, possuem plumagens, bico etc. Porém, a diferença é gigantesca se vista internamente à natureza própria de cada um.
O urubu, mesmo com sua grandeza e sua capacidade de voar em maiores altitudes, escolhe a podridão para nutrir a sua vida. Vale dizer, daquilo que é morto, desagradável, podre. Já o beija-flor, conforme o seu nome revela, escolhe entre o perfume o colorido das flores, aquilo que é o néctar, a essência, o doce agradável da vida.
Embora não sejamos aves e, menos ainda urubu ou beija-flor, nossas escolhas permitem-nos identificarmos com esta ou aquela ave. Trata-se de uma questão de escolha que envolve uma complexidade de coisas: caráter, formação, assimilação de valores, entre outros. Entretanto, trata-se de uma escolha pessoal em buscar no quotidiano da vida os lugares, coisas ou pessoas que representem o agradável beija-flor ou o bruto urubu.
Uma coisa é certa: Deus quer que façamos as melhores escolhas, mesmo que nos dê a possibilidade de fazer as piores. Mesmo porque, dizer que seja a melhor escolha significa optar por aquilo que melhor convém e é necessário para nossa realização.
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma