Artigos
O filho perdido
A tão conhecida parábola do filho pródigo vem, no evangelho de Lucas, acompanhado de duas outras parábolas: a ovelha a moeda perdidas. Em todas vêm a atribuição adjetiva do verbo “perder”.
Quem é que, em um momento e outro da vida, não se sentiu assim, perdido? Estar perdido é não saber o que fazer. É estar desorientado, confuso, equivocado, entre outros.
Vista por este ângulo, a parábola revela que reencontrar o sentido da nossa vida é a vontade que está no coração de Deus.
De fato, o pai misericordioso afirma ao filho mais velho: “Era preciso alegrar e festejar. Porque este teu irmão estava perdido e foi encontrado, estava morto e tornou a viver”.
Assim, qualquer Igreja que se digne dizer cristã deve ser o lugar do encontro; da acolhida de quem está perdido. Deve ser o lugar da acolhida e não da exclusão. Deve oferecer o remédio e não o veneno. Ser porta do céu e não do inferno.
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma