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domingo, 28 de agosto de 2016

Artigos

RESPONSABILIDADE

Bom Dia Barretos. Como é bom e importante, termos responsabilidades em todos os momentos e atos de nossas vidas. Estamos atravessando uma fase muito difícil na vida política, econômica e social do país, o que exige de cada cidadão uma análise profunda antes das tomadas de decisões. 
O desemprego continua a avançar levando o desespero a muitos lares, onde pais e filhos perdem seus postos de trabalho. Estamos na última semana da Festa do Peão, e tenho encontrado dezenas de amigos dizendo que não existe crise no país, tendo em vista o intenso movimento no parque, bem como o alto consumo de bebidas. Fico a meditar, se é mesmo uma demonstração de que a crise ainda não atingiu a nossa sociedade, ou uma simples constatação de tomadas de decisões precipitadas. 
Às vezes, o clima de festa nos contagia e acabamos usando até o cartão de crédito para cobrir despesas que amanhã se constituirão num fardo muito pesado a ser carregado com as implicações decorrentes.  
Veio-me então à mente a parábola intitulada o “Rei da Pérsia”. Conta a mesma, que Ciro, Rei da Pérsia, vitorioso numa das suas batalhas, transportou para o país todos os inimigos que puderam ser capturados. Dentre os inúmeros prisioneiros, encontra-se um príncipe, com sua esposa e filhos, os quais, por causa da linhagem real, foram levados à presença de Rei. Ao vê-los humilhados à sua frente, o soberano persa, com desmedida ironia, perguntou ao príncipe vencido: – Quanto me darás em troca de sua liberdade? – Dar-te-ei metade de meu reino – respondeu o príncipe imediatamente. – Diante de tamanha disposição, vejo que tens a vida por preciosa! E se eu, por deferência especial, conceder também a liberdade a teus filhos, quanto receberei por recompensa?  – entregarei a Vossa Alteza todo o meu reino – respondeu o príncipe. – Oferecendo-me em troca da tua liberdade pessoal e a dos teus filhos todo o teu reino, o que me poderás oferecer, então, pela liberdade de tua esposa? Certamente, ela representará muito para ti. Só então o príncipe se deu conta de que havia sido precipitado ao oferecer tudo o que possuía em apenas dois lances daquele jogo de interesses tão bem arquitetado pelo rei persa. 
Todavia, meditando por um rápido momento, disse com decisão: – Entrego-me eu mesmo a ti pela liberdade de minha esposa. O grande conquistador, apesar de toda sua crueldade e frieza, sentiu-se esmorecido naquele momento. Então, diante de uma resposta tão cheia de altruísmo e abnegação, acabou por conceder liberdade imediata a toda a família, sem exigir nada em troca. 
No percurso de volta ao seu reino, o príncipe indagou à esposa se ela, por acaso, havia observado quanto era belo e imponente o semblante do rei dos persas. A essa indagação, a princesa respondeu com ternura: – Não olhei para nada, absolutamente, porque tinha o meu olhar fixo naquele, que estava pronto, a dar-se a si mesmo, em pagamento pela minha liberdade. 
Bem queridos meus irmãos, creio que com essa parábola, fica também um alerta, porque os bancos não são como o rei persa e, a conta do cartão de crédito pode vir muito mais salgada que o esperado. Festejar é importante, mas não vamos gastar acima de nosso limite para não termos complicações financeiras no dia de amanhã. Bom final de festas 
BOM DIA BARRETOS. 

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