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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Artigos

Você ouve vozes? Cuidado, você pode ser esquizofrênico

A esquizofrenia é uma doença mental, caracterizada por uma percepção dos pensamentos e da realidade diferenciada nas pessoas que a possuem. Estima-se que 2 em cada 100 pessoas é portadora da doença, sendo ela igualmente comum entre homens e mulheres, nos homens costumam aparecer os sintomas entre 20-25 anos, já nas mulheres, entre 25-30 anos. A esquizofrenia pode ser considerada uma doença grave, que se não tratada, causa muita dor e sofrimento para o e seus amigos e familiares. 
A esquizofrenia pode ser difícil de identificar, pois se manifesta na mente e não no corpo. Os leigos podem acreditar que a esquizofrenia tenha a ver com possessões demoníacas ou algo do tipo, mas na verdade se trata de uma doença mental, com a qual o portador sofre bastante, necessitando de apoio e compreensão dos familiares.  O paciente tem a sensação de que seus pensamentos, sentimentos e atitudes mais íntimas são sentidos ou partilhados por outras pessoas e pode desenvolver delírios explicativos de que forças externas influenciam seus pensamentos e formas de agir, de forma muitas vezes bizarras.O portador pode ainda acreditar que as situações da vida cotidiana têm algum significado particular, relacionado apenas com ele. Além disso, pode escutar vozes alucinatórias, que fazem comentários sobre o seu comportamento ou ter delírios persistentes inconcebíveis, por exemplo, o paciente pode dizer que é capaz de controlar o tempo ou que pode falar com alienígenas.
A doença segue o curso de períodos de crise (onde os sintomas estão mais intensos) e de períodos mais calmos, entre as crises. A esquizofrenia é tratável, eo tratamento visa controlar os sintomas e ajudar na reintegração do paciente ao convívio social, por isso, não basta que o paciente faça apenas o tratamento medicamentoso em tempo integral (com remédios que devem ser prescritos pelo médico psiquiatra), mas também são necessárias intervenções psicológicas, como a terapia.
A família do paciente é importantíssima no tratamento, devendo ser orientados quanto à doença para evitar interpretações erradas sobre o quadro. 
 
Artigo escrito pela estudante do 6º período do curso de Medicina da FACISB: Vitória Perinotto do Nascimento. Orientada pelo prof. Ms. Robson Aparecido Boni
 

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