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sábado, 30 de julho de 2016

Artigos

Estou com Zika, e agora?

Muito é debatido sobre prevenção e promoção de saúde, especialmente quando uma epidemia surge, como a explosão dos casos de Zika em 2015. Para tentar conscientizar a população acerca dos perigos de acumular água parada em suas residências, são feitas campanhas e propagandas de alta abrangência populacional. Mas, e quando, apesar de todos esses esforços, um caso é diagnosticado? O que fazer? 
Primeiramente é essencial atentar-se aos sintomas inicias, que aparecem normalmente depois de quatro dias da picada do mosquitoAedes Aegypty. Febre baixa, dores de cabeça, dores musculares e articulares, conjuntivite não purulenta e exantema maculopapular (inclusive na palma das mãos) sugerem a necessidade de procurar auxílio médico. Os testes laboratoriais podem conter informações inespecíficas, como contagem normal de leucócitos (glóbulos brancos) ou específicas como plaquetopenia(contagem baixa de plaquetas). O diagnóstico é apenas confirmado com a detecção do RNA viral em amostras de sangue, urina, líquido espinal ou o próprio tecido. Vale ressaltar que o exame tem alto custo e não está disponível facilmente em todos os serviços de saúde, contudo gestantes, em qualquer idade gestacional, e recém-nascidos com risco de microcefalia têm prioridade na realização do exame, o qual é oferecido gratuitamente pelo SUS. 
Assim como outras viroses, não há tratamento específico. O protocolo sugere o uso de analgésicos e antipiréticos, como dipirona e paracetamol, em casos de febre e dores musculares e anti-histamínicos se houver sintomas de coceira. Vale recordar que o uso de medicamentos que tenham em sua composição aspirina estão contraindicados devido ao risco de sangramentos. 
Não há vacina para o Zika vírus, portanto a melhor forma de prevenção é evitar a picada do mosquito. Para isso o uso de repelentes está altamente recomendado, principalmente os que contenham os compostos ativos DEET e IR3535. Combater o vetor é o principal meio de controle da doença, por isso, nunca é repetitivo lembrar: não deixe água parada!
 
Referencias
ABNT: LOPES, Marta Heloisa; MIYAJI, Karina Takesaki; INFANTE, Vanessa. Zika virus. Rev. Assoc. Med. Bras.,  São Paulo ,  v. 62, n. 1, p. 4-9,  Feb.  2016 .   Available from . Access on  08  Apr.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/1806-9282.62.01.4.
 
 
COORDENADORIA DO CONTROLE DE DOENAS (São Paulo). Secretaria do Estado de Saúde. Vigilância das microcefalia relacionadas à infecção pelo vírus zica. 2015. Disponível em: . Acesso em: 15 abr. 2016.

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