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domingo, 19 de junho de 2016

Artigos

MEU DEUS!

Bom Dia Barretos. 
Meu DEUS! Exclamou um amigo ao deparar com a sequência de denuncias graves que têm sido produzidas pelas delações premiadas. Entendo e compreendo sua exclamação, pois estamos diante de um grande terremoto, moral e cívico, cujo epicentro se encontra em Brasília, mas com reflexos graves por todo o território nacional. 
O exemplo de Brasília, tal como um câncer agressivo, vai espalhando metástases por todo o País. Fico a imaginar como seria a exclamação de meu amigo, se tivéssemos também delações premiadas nos escândalos tupiniquins, como os da máfia do asfalto, da máfia dos concursos públicos, da máfia da merenda escolar, entre tantas outras. 
Dói na alma, perceber a vergonha que hoje tomou conta das construções de moradias populares, com projetos inadequados, material de construção de segunda categoria, levando o humilde a acreditar que finalmente conseguiu uma casa para morar, fugindo do aluguel, quando na verdade estava casando com uma dor de cabeça para o resto da vida. Parece que no Brasil, estamos perdendo consciência do que é seriedade administrativa e vergonha na cara. 
Enquanto a população de baixa renda sofre com a péssima qualidade dos serviços médico, educacional e de transporte coletivo, colocados à sua disposição, o dinheiro de seus impostos bate asas e vai se aninhar nos bancos da Suíça ou nos paraísos fiscais. Finalmente chegamos à época onde o cidadão tem vergonha de ser honesto, pois passa a ser tratado, como eram tratados os leprosos, na era anterior a Cristo. Parece que o honesto hoje é um pária da sociedade moderna, onde roubar, traficar, prostituir, se tornam virtudes, numa sociedade desvirtuada e apodrecida. 
Com certeza, meu amigo exclamaria mais uma vez: – DEUS meu! Meu DEUS! Onde vamos parar. E, mais uma vez ele teria razão. Em quem confiar nos dias atuais? Quando será que o nosso povo voltará a escolher homens de bem para conduzir o nosso destino? O que vale mais, a conduta honesta, séria, fraterna de quem se propõe a dirigir as nossas cidades, nosso Estado ou País, ou a simples barganha despudorada e espúria, as promessas vãs, com o vil metal comprando consciências, para uma vez que eleitos, sugar como vampiros desvairados as minguadas economias da cada cidadão ou de sua família. 
Enquanto estava escrevendo o artigo, me lembrei da fábula onde numa escola, um grupo de estudantes estudava as maravilhas do mundo. No final da aula, pediu-se aos estudantes que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, foram sendo listadas: A muralha da China, o Taj Mahal, o canal do Panamá, as pirâmides do Egito, o Grand Canyon, o Empire State Building, e a basílica de São Pedro. Ao recolher os votos o professor notou uma estudante muito quieta e percebeu sua dificuldade em fazer a lista. Disse ela: – Não consigo fazer a lista porque são muitas as maravilhas. – Bem, disse o professor, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la. A menina hesitou e, então leu: As sete maravilhas do mundo são: Ver, ouvir, tocar, provar, sentir, rir e amar. 
Bem meus amigos creio como a jovem estudante, que essas são verdadeiras maravilhas do mundo. Pena que os políticos envolvidos nos diversos escândalos não conseguem VER o mal que fazem ao nosso País, OUVIR o clamor das ruas, TOCAR nas chagas de nossa sociedade, PROVAR que são inocentes, SENTIR a necessidade de nosso povo, RIR com alegria de ter mitigado o sofrimento alheio, e AMAR seus semelhantes como DEUS nos amou. 
Parece que a garotinha da escola tinha mais sensibilidade que os políticos de Brasília. Que DEUS se apiede deles e que o nosso povo os esqueçam nas próximas eleições.
 
BOM DIA BARRETOS.

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