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terça-feira, 07 de junho de 2016

Artigos

O dialogo das coroas

   Inspirado poeta paulista descreve-nos uma sala de museu, onde três coroas dialogam entre si: a de ouro, a de louro e a de espinhos. No passado, não eram só os reis e imperadores  que eram coroados. Também os heróis que voltavam das batalhas como vencedores e os poetas que encantavam, com a terna beleza dos seus versos, aos que os ouviam.
   Da mesma forma as vitimas que se imolavam aos deuses se adornavam com coroas sagradas. As noivas, com brancas grinaldas de flores. Os guerreiros  com coroas de louros e os reis, ainda hoje, trazem-nas enfeitadas de ouro e pedrarias. E a coroa de ouro e a de louros disto se gabavam.
   Jesus, o Rei dos Reis, bem merecia um riquíssimo diadema, mas na sua fronte divina só recebeu uma sangrenta coroa de espinhos. Foi a única que lhe deram por zombaria os soldados de Pilatos. Não sabemos se aquela ramagem de espinheiro estava enfeitada da brancura de pequenas  flores que a suavizassem. Por certo não. Eram só espinhos.
   A majestosa fronte de Jesus bem merecia uma grinalda rica de pedras preciosas cobertas de rosas e ser respeitosamente  beijada com amor. Mas só Lhe deram uma coroa de espinhos…
   Desde que o Senhor morreu, coroado desta maneira, os cristãos se ajoelham diante da cruz, com o Cristo coroado com esta coroa de espinhos, mãos e pés rasgados, peito aberto… a criatura humana dobra os joelhos para agradecer a redenção de Cristo em nosso favor , buscando entender que nem os louros e muito o ouro têm valor e a coroa de espinhos (dos nossos sacrifícios, das nossas dores) é que realmente valem para a nossa vida eterna.
 

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