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Novidades verdes, de morcegos a pneus
Pesquisadores da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, descobriram que a escolha de uma cor diferente do cinza ou branco das torres eólicas altera a forma como essas construções afetam insetos. Isso pode ser significativo para reduzir o impacto ambiental das turbinas eólicas na vida selvagem, pois os morcegos são mortos ao perseguir insetos pelas enormes pás das turbinas.
Os cientistas desconfiavam que os insetos fossem atraídos para as estruturas por algum motivo, e estes atraíssem espécies insetívoras de pássaros e morcegos. Então testaram diversas cores nas hélices. Descobriram que o roxo não atrai insetos. Os cientistas brasileiros também deveriam verificar se o mesmo está ocorrendo em nosso ambiente.
Outra incrível descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório Nacional de Ames e da Universidade do Colorado que estudavam o impacto das eólicas no ambiente. Descobriram que as turbinas eólicas localizadas em áreas de plantio não prejudicam, antes podem realmente ajudar algumas culturas mesmo quando as condições meteorológicas não sejam as ideais.
As turbinas eólicas podem criar um microclima ao canalizar o ar sobre a terra, ar mais fresco e mais seco, resultando em menos infestações de fungos e mais CO2 (dióxido de carbono) disponível para a fotossíntese. Mais estudos precisam ser feitos, mas é um importante indicativo que esse tipo de produção de energia, com turbinas de vento, além de ser menos agressivo ao meio ambiente, como a extração de carvão, também pode proteger e desenvolver plantações.
A geração de energia elétrica usando as turbinas eólicas está tornando viável a geração de hidrogênio para competir com o petróleo. Para automóveis não se enxergam problemas graves, o que tem despertado o interesse e preocupação do Departamento de Energia dos Estados Unidos são os caminhões a diesel.
O óleo Diesel faz todo o trabalho pesado deste planeta por boas razões: é barato, abundante, disponível em todos os lugares, e tem a melhor densidade de energia de qualquer combustível.
O hidrogênio tem que evoluir bastante para que um caminhão o utilize. Como gás comprimido, são necessários muitos cilindros para dar alguma autonomia ao caminhão. Mesmo o hidrogênio líquido tem apenas um quarto da densidade de energia de combustível diesel, além de ter a produção muito cara. Um caminhão grande a diesel tem autonomia de cerca de mil e quinhentos quilômetros. Para este setor, o biodiesel seria mais promissor.
Se há uma coisa horrível que caminhões e automóveis geram são os pneus velhos, pois tem um enorme impacto ambiental negativo, pois ao queimar, eles emitem quantidades alarmantes de cloreto de hidrogênio, monóxido de carbono e cromo hexavalente, gases tóxicos e que contribuem para as alterações climáticas.
Pesquisadores britânicos da Universidade de Durham, no Reino Unido, descobriram uma maneira de reciclar eficientemente pneus velhos, transformando-os em novos usando um processo químico e catalítico e que consome menos energia.
Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.