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domingo, 22 de maio de 2016

Artigos

O AGRICULTOR E O ELEITOR

Bom Dia Barretos. 
O agricultor, que aqui no dia a dia chamamos de lavrador, é muitas vezes um homem simples, mas que carrega uma grande sabedoria dentro de si, transmitida de pai para filho, aliada à experiência no trato da terra. Aguarda o período certo para começar a lavra-la, se acerca de medir a acidez do solo e corrigi-la adequadamente, escolhe os adubos convenientes e se esmera na escolha das sementes a serem semeadas. Então fica a olhar para o céu esperando a chuva para no final ser recompensado com uma colheita compensadora. Como podemos perceber, ele analisa e escolhe as melhores sementes, de preferência selecionadas, alem de evitar comprar adubo e defensivos agrícolas recomendados por terceiros, mas com os quais não tem experiência. 
Infelizmente, tal sabedoria ainda não envolveu a maioria de nossos eleitores. São raros os eleitores que procuram conhecer os candidatos, pesquisar sobre sua vida, se cumpre os compromissos assumidos, se é leal, digno, honrado. Uma maioria assustadora ainda prefere trocar seus votos por uma picanha para o churrasco do final de semana, ou uma caixa de cerveja para uma noitada festiva. Outros se contentam com a promessa de um emprego público, ou mesmo com a visualização de um “mensalinho” cala boca. 
Mas, o tempo passa e com ele vem a colheita. Enquanto o lavrador consciente tem como recompensa uma safra que lhe garante tranquilidade para si e para sua família por todo o ano, o eleitor festivo acaba colhendo uma composição de executivos e de parlamentares federais, estaduais e municipais, que se sentirão descompromissados, pois os votos recolhidos foram comprados, e comprados a preço de banana. Pior ainda, terão representantes abertos a negociatas, como as que praticaram com os eleitores festivos. Aqui se planta, aqui se colhe. 
Enquanto em Brasília, depois de assistir um vexame na votação do impeachment,  já estamos vendo outro, agora, na jogada do dito baixo clero, impondo um nome ligado ao ex- presidente Eduardo Cunha para ser o líder do governo na Câmara Federal. Quanto ao Presidente em exercício, as pressões se avolumam de forma constrangedora, quase ameaçadora, por cargos e posições. Diante desse quadro dantesco, fico a imaginar quantos brasileiros em casa, no recanto do lar, estarão a dizer: – Que burrada eu fiz escolhendo tais representantes, que além de não nos representarem à altura, acabam por nos envergonhar. 
Bem meus irmãos, ninguém planta abobara e colhe melão, muito menos  milho para colher feijão. Acredito que ninguém, em sã consciência, vota num desqualificado que vem comprar votos e espera eleger um deputado à altura de nossas tradições. A eleição municipal está por quatro meses. Os nomes que deverão concorrer ao próximo pleito eleitoral serão anunciados brevemente. Creio que chegou a hora de semearmos boas sementes para que possamos colher belos frutos. Chegou a hora de escolhermos pessoas preocupadas com os mais humildes, os doentes, os idosos e as crianças, que tenham seriedade administrativa, que se preocupem com a qualidade do ensino e vagas nas creches para nossos filhos durante os próximos quatro anos. Será que dá para trocar tudo isso por uma picanha? Ou uma caixa de cerveja? Analise com cuidado!  
 
BOM  DIA  BARRETOS.
 

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