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domingo, 01 de maio de 2016

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Neurocirurgião explica tudo sobre aneurismas cerebrais. Doença tem índice de 45% de mortalidade

O aneurisma é caracterizado pela dilatação anormal de uma artéria, normalmente localizada nos pontos em que ela se bifurca e se torna mais frágil. Ela pode se romper a qualquer momento ou permanecer intacta por toda a vida. “Ocorre em qualquer parte do corpo, mas é no cérebro que a patologia representa o maior perigo e acontece com mais freqüência em mulheres”, alerta Dr Marcelo Prudente do Espírito Santo, neurocirurgião formado pela USP e diretor do Instituto de Neurocirurgia Minimamente Invasiva. 
De acordo com o especialista, o aneurisma é genético e, com o passar do tempo, o estresse da pulsação sanguínea tende a dilatar a parede da artéria e assim, eventualmente, se romper. “Diante de um sangramento de aneurisma, apesar de todos os avanços da medicina, nós temos um índice de mortalidade de 45%. Dentro dessa estatística, em 15% a hemorragia chega a ser tão violenta que o paciente não tem tempo de chegar ao hospital. E aqueles que têm a felicidade de sobreviver, somente 46% retornam às atividades normais”, explica o especialista. 
 
Causas e sintomas
Existem diversos estudos na tentativa de determinar ou identificar os genes que causam os aneurismas. Porém, do ponto de vista da prevenção, vários trabalhos mostram que pressão alta não tratada, tabagismo e sedentarismo são os principais fatores. O pico de incidência de sangramento é entre 55 e 60 anos, durante o sono e cerca de 50% dos pacientes apresentam sintomas prévios de 6 a 20 antes dias antes da hemorragia ocorrer. “Dor de cabeça de intensidade extrema, a ponto dos pacientes se lembrarem anos depois exatamente qual atividade faziam quando sentiram a dor, e perda ou alteração da consciência com confusão mental associada ou coma de instalação rápida são os principais sintomas de que o aneurisma está se rompendo”, orienta Dr. Marcelo. 
Pesquisas apontam que cerca de 3% da população mundial tenha aneurismas cerebrais, com risco de ruptura de 8 em 100 mil ao longo da vida. O médico salienta que “embora, esse número seja baixo, quando ocorre o sangramento, é extremamente grave, levando ao óbito em questão de minutos. Portanto, todo esforço é evitar que o aneurisma se rompa”. Por isso, é importante estar atento aos mínimos sinais de alerta da doença e o principal é o familiar. “Pessoas com dois parentes de primeiro grau que já tiveram diagnóstico de aneurisma cerebral têm um risco bastante elevado de também possuírem a doença”, afirma Dr Marcelo Prudente, que também é neurocirurgião do Hospital Santa Catarina. 
 
Diagnóstico prévio
Hoje, a medicina dispõe de diversos exames de imagem para se diagnosticar o aneurisma antes de seu rompimento, como a Angiorressonância e a Angiografia Digital. Porém, o grande desafio é identificar qual aneurisma tem uma maior ou menor chance de rompimento. 
Já o tratamento em si depende de outros fatores, não só do maior risco de ruptura, mas também da condição do paciente ser tratado e do estilo de vida que ele leva. “Ele precisa fazer algumas coisas básicas que valem para qualquer doença e pessoa como não fumar, praticar atividade física, ter uma alimentação balanceada e controlar bem a pressão. Ou seja, a prevenção é sempre o melhor caminho”, conclui o médico. 

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