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domingo, 01 de maio de 2016

Artigos

ELEIÇÕES

Bom Dia Barretos. 
A falta de humildade, de paciência e de amor está predominando na sociedade brasileira. As agressões entre pessoas tornam-se frequentes, e vivemos um quadro político que se assemelha às disputas entre torcidas organizadas. Onde prevalece o sectarismo não prospera a razão. 
Recordemos um pouco da última eleição em Barretos. A população deixou de analisar e comparar a competência administrativa dos candidatos para se focar apenas na disputa por faixa etária, mote que os marqueteiros maliciosamente plantaram. Não, nem de longe, penso que os jovens não podem ser competentes, pelo contrario, até admito, que muitos jovens sobrepõem-se aos seus catedráticos. Só que a disputa eleitoral tem que se basear na competência e na  experiência dos candidatos, e não no fator idade. 
O cargo de Prefeito exige alguém com vivencia política para discernir, e competência administrativa para bem conduzir os interesses da população. Exige arrojo, mas também equilíbrio e exige que seja um sonhador, mas que tenha os pés no chão. Exige alguém que saiba receber os elogios e as badalações, que invariavelmente se segue às eleições, sem se envaidecer, e estar preparado para rechaçar os pedidos indecorosos que se seguem às badalações. Tudo isso exige amadurecimento, que pode vir ou não com a idade, mas que certamente estará presente, nas pessoas de bom caráter que têm postura e que por isso mesmo, cumprirão os compromissos assumidos com sua população. 
O Prefeito, mais que ganhar uma eleição, ganha uma missão, a sublime e honrosa missão de bem servir ao seu povo, administrar com seriedade sua cidade, promovendo seu desenvolvimento e garantindo à sua população melhores condições de saúde, educação, segurança pública, cultura e geração de empregos. 
O prefeito tem que ouvir mais do que falar e estar atento para cada detalhe, como na fábula “Um pequeno gesto”. Conta a fabula que um senhor já de idade, que se dizia descrente, foi ter com um famoso monge para ver se ele resolvia os seus problemas de fé. O monge conversava com outra pessoa, mas, ao ver o velhinho em pé, correu sorridente a dar-lhe uma cadeira para sentar. Acabada a conversa, a outra pessoa despediu-se. O monge dirigiu-se ao velhinho e começou uma intensa conversa com ele. O velhinho, de descrente que era, tornou-s e crente e confiante nos ensinamentos do budismo. Um discípulo do monge que presenciara o episódio perguntou ao velhinho: – Diga-me qual foi o argumento que o convenceu. Ele respondeu: – Foi o gesto de me trazer a cadeira para sentar.” 
Quando o País se vê abalado por uma sucessão sem fim de desvios de dinheiro público, de corrupção e de propinas, de contas no exterior e de falcatruas sem fim que não poupa nem a merenda escolar, cabe a cada um de nós, buscar restabelecer a confiança nas administrações públicas, votando com consciência e dizendo não às ofertas monetárias ou promessas de cargos na administração. 
Se nós amamos verdadeiramente Barretos, vamos fazer como o velhinho da fabula, vamos estar atento a cada gesto, a cada conduta dos candidatos, e principalmente na de seus marqueteiros, pois o futuro de nossa cidade dependerá de cada voto que depositarmos nas urnas. Que o Espírito Santo, padroeiro de nossa cidade, possa nos iluminar na hora sagrada de depositarmos nas urnas o nosso voto.        
  
BOM  DIA BARRETOS. 

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