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domingo, 24 de abril de 2016

Artigos

SESSÃO DE TERROR

Bom Dia Barretos. 
Faltou serenidade e compostura, por parte dos senhores parlamentares, na sessão que definiu o aceite do processo de cassação do mandato da Presidente Dilma. O espetáculo proporcionado pelos nobres parlamentares beirou ao burlesco, tornando-se matéria de chacota e desprestigio para o parlamento brasileiro e para a nação.
Milton Hatoum, no caderno dois, página C8, do jornal “O Estado de São Paulo” escreveu uma crônica intitulada “Os Ratos”, onde disse: “O ambiente da votação do impedimento da presidente era uma mistura de cassino com templo evangélico. Deixo por menos as agressões à língua portuguesa, pois um analfabeto ou ignorante pode ser um sábio. O mais grave foi a atitude irresponsável, cínica e hipócrita da maioria dos ignóbeis, nada nobres deputados”. 
Já o renomado jornal “The Economist” assim relatou a sessão da vergonha: “O espetáculo que se viu na Câmara no último domingo certamente figura entre os mais esdrúxulos. Um a um, quinhentos e onze deputados comprimiam-se para chegar ao microfone instalado no meio do plenário e proferir, em destampatórios de dez segundos, transmitidas a uma nação em transe, o voto favorável ou contrário à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Alguns vinham enrolados na bandeira nacional. Um deles chegou a soltar um rojão de confetes. Muitos aproveitaram para dedicar o voto a suas cidades, religiões, causas paroquiais e até os corretores de seguro foram lembrados”. E completa: “Dilma não é a única responsável pela calamidade; com um misto de negligência e corrupção, toda a classe política traiu a boa fé dos brasileiros. A menos que se proceda a uma faxina geral, as lideranças do País não conseguirão recuperar o respeito de seus concidadãos e não terão como enfrentar os problemas econômicos.” O clima de agressividade que foi sendo plantado e cultivado no País nos últimos tempos, começa a produzir suas consequências. 
Segundo A “Folha de São Paulo” na página quatro, do primeiro caderno: “Após ser alvo de ato em frente à sua casa em São Paulo, o vice-presidente Michel Temer decidiu viajar para Brasília e ficar no Palácio do Jaburu”. A manifestação foi organizada pelo Levante Popular da Juventude, que divulgou no Facebook o evento “escrache um golpista”. O grupo pichou a frase “QG do golpe” na rua em frente à casa do vice, mas a tinta foi removida pela prefeitura antes do meio dia. 
Como se vê, as consequências do clima de agressividade não irão parar por aí, pois Mônica Bergamo, em sua coluna na “Folha Ilustrada” relata que “movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores sem Teto e a Frente Popular sem Medo pretendem interromper na próxima semana o fluxo de trinta estradas, em pelo menos dez estados. A interrupção está sendo programada para ocorrer até a quarta-feira dia 27”.
Como se percebe a insegurança vai se agravando, enquanto a agressividade aliada às intrigas continua a prosperar. Não custa nada repetir mais uma vez: A gente sabe como as coisas começam, mas nunca como terminam.
BOM  DIA  Barretos.

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