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Leilão de portos é adiado por impacto da crise econômica
A crise econômica do país vem assolando fortemente os setores logísticos do país, inclusive as áreas mais rentáveis e normalmente imunes às baixas no setor.
O Maranhão, grande produtor de soja nacional, anunciou no ano passado o leilão de áreas portuárias paraenses, em São Luis, que deveriam ocorrer neste final de março, em 31.03.2016. Contudo o certame foi adiado às vésperas de ocorrer na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
O leilão marcado incluía seis áreas portuárias no Pará: duas em Santarém – uma para a movimentação de grãos e outra para granéis minerais e fertilizantes, três em Outeiro – todas para a movimentação de grãos e uma em Vila do Conde – igualmente para grãos.
As primeiras notícias informavam falhas técnicas e jurídicas, no entanto, sabe-se que não houveram propostas suficientes que justificassem o evento, e restou adiada por mais 30 dias, resta saber se até lá haverá novos interessados.
Há um agravante, a área de Vila do Conde, é remanescente de outro adiamento de leilão, proveniente do ano passado. A previsão é que haveria interessados. Especulou-se que, embora de maneira mais contida em comparação ao ano passado, todas as áreas seriam de interesse certeiro.
Veja-se, não se aguardava a mesma à euforia da primeira rodada do Programa de Investimentos em Logística – PIL que levantou R$ 430 milhões em outorgas, mas também não se podia prever esse desastre.
Essa situação aflora o momento econômico muito delicado do Brasil, onde a indústria e o comércio estão com sirenes vermelhas ligadas, o que não gera transporte e impacta diretamente na logística rodoviária. Agora, com a ausência de interessados no leilão portuário em território forte como produtor de soja, vislumbra-se que o setor mais rentável dentro da logística também pode estar em apuros.
Silvia L. de Pinho é advogada e membro do Task Force de Logística do escritório A. Augusto Grellert Advogados Associados