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sexta-feira, 25 de março de 2016

Artigos

De volta a realidade

Ano 2.053. Numa cidade qualquer de um país qualquer, um homem é preso e acusado: “Exigimos a punição do réu pelo crime de andar na rua”.
Essa situação é narrada no livro de Ray Bradbury: 
– “O Pedestre”. É isso que acontece: o pedestre é preso pelo simples fato de andar na rua!
A polícia, praticamente inexistente nessa época prende e condena só aqueles que fazem alguma coisa de diferente dos padrões normais; e andar a pé, pelas ruas, era algo diferente, anormal, por isso mesmo condenável. 
E 2.053 não está tão longe assim…
Mas hoje, nossas ruas se encontram cheias de pessoas. Pessoas apressadas, rostos fechados, gente corrida. Estão na rua porque a vida ainda as joga para rua, para fora de casa, e elas sempre saem por necessidade, não por prazer; para negócios, não para administrar a natureza, não para sorrir e receber um sorriso, não para encontrar um amigo ou fazer uma visita; não para amar e ser amado…
Dêem a este homem tudo pronto em casa e ele desaparecerá das ruas. E 2053 será amanhã…
Mas isto até que seria bom, se a família voltasse a se reunir, em vez de ficar obcecada em volta de uma televisão ou computador, onde o menor ruído é motivo de uma bronca geral. Seria bom em casa, ao contrário do famoso conflito de gerações, houvesse diálogo entre os casais e seu filhos. Poderia acontecer então, com maior naturalidade, a troca de experiência entre os familiares, a evolução na cultura, o crescimento na fé. 
Sonhos a parte, a realidade é que o homem de hoje precisa fazer uma avaliação da sua vida, e tranquilamente reordená-la, colocando nela mais paz e mais Deus.
Faça isso, caro leitor: Assim você poderá ser mais feliz!

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