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domingo, 20 de março de 2016

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EMPREENDEDORES NÃO NASCEM PRONTOS, NASCEM PARA O SUCESSO

1. Compreende-se que fatores como: alta taxa de desemprego, necessidade de sobrevivência, oportunidades, globalização, forte concorrência, mercado consumidor cada vez mais exigente, até mesmo “sorte”, levam pessoas comuns, sem muita instrução ou conhecimento acadêmico alcançarem o sucesso. Não se pode deixar de acrescentar experiência, know how ( um termo em inglês que significa literalmente saber como é o conjunto de conhecimentos práticos (fórmulas secretas, informações, tecnologias, técnicas, procedimentos, etc, adquiridos por uma empresa ou um profissional, que traz para si vantagens competitivas, maturidade, trabalho árduo, compromisso, envolvimento, criatividade e acima de tudo um grande, mas também poderoso desejo de vencer. Dessa forma, quem precisa freqüentar longos anos de faculdade, cursos de especializações, treinamentos, programas de aperfeiçoamento, entre outros, para alcançar o sucesso? Muitos questionam isso, mas poucos encontram a resposta. É fato que são muitos os casos de sucesso profissional sem o necessário estudo teórico para o melhor desempenho ou mesmo emprego do empreendedorismo. Nota-se a necessidade de se aprofundar no assunto para facilitar ou aumentar as chances do sucesso. Sana-se essa necessidade apresentada, com o estudo epistemológico (Epistemologia: Conjunto de conhecimentos que têm por objeto o conhecimento científico, visando a explicar os seus condicionamentos (sejam eles técnicos, históricos, ou sociais, sejam lógicos, matemáticos, ou lingüísticos), sistematizar as suas relações, esclarecer os seus vínculos, e avaliar os seus resultados e aplicações. (FERREIRA, 2003). Ou seja, deve-se aperfeiçoar sempre, buscar novos conhecimentos, aprimorar habilidades, pois o simples conhecimento do Senso Comum (é aquele conhecimento que adquirimos no dia-a-dia, com base na tentativa e erro, ou seja, o conhecimento adquirido através da observação, da experiência, dispensando a necessidade de comprovação científica. Senso comum  tem sentido de experiência cotidiana), não é suficiente para alcançar e manter o sucesso.
Primeiro uso do termo empreendedorismo
Dornelas (2005) relata que, um primeiro exemplo de definição de empreendedorismo pode ser creditado a Marco Pólo, que tenta estabelecer uma rota comercial para o Oriente. Como empreendedor, Marco Pólo assina um contrato com um homem que possuía dinheiro para vender as mercadorias dele. Enquanto o capitalista era alguém que assumia risco de forma passiva, o aventureiro empreendedor assumia papel ativo, correndo todos os riscos físicos e emocionais.
Idade Média:
Na Idade Média, o termo empreendedor foi utilizado para definir aquele que gerenciava grandes projetos de produção. Esse indivíduo não assumia grandes riscos, apenas gerenciava os projetos, utilizando os recursos disponíveis, geralmente provenientes do governo do país. (DORNELAS, 2005).
Século XVII
Os Primeiro indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo ocorreram nessa época, em que o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar algum serviço ou fornecer produtos. Como geralmente os preços eram prefixados, qualquer lucro ou prejuízo era exclusivo do empreendedor. Richard Cantillon, importante escritor e economista do século XVII, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor – aquele que assumia riscos -, do capitalista – aquele que fornecia o capital. (DORNELAS, 2005).
Século XVIII
Nesse século, o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo. Um exemplo foi o caso das pesquisas referentes à eletricidade e química, de Thomas Edison, que só foram possíveis com o auxílio de investidores que financiaram os experimentos. (DORNELAS, 2005).
Século XIX e XX
No final do século XIX e início do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os gerentes ou administradores, sendo analisados meramente de um ponto de vista econômico, como aqueles que organizam a empresa, pagam os empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista. (DORNELAS, 2005).
 
Empreendedores não nascem prontos, nascem para o sucesso.
Enquanto a maioria dos empreendedores nasce com certo nível de inteligência, empreendedores de sucesso acumulam habilidades relevantes, experiências e contatos com o passar dos anos;
A capacidade de ter visão e perseguir oportunidades aprimora-se com o tempo. (DORNELAS, 2005)
Empreendedores são “jogadores” que assumem riscos altíssimos.
Tomam riscos calculados;
Evitam riscos desnecessários;
Compartilham o risco com outros;
Dividem o risco em “partes menores”. (DORNELAS, 2005)
Os empreendedores são “lobos solitários” e não conseguem trabalhar em equipe.
São ótimos líderes;
Criam times/equipes;
Desenvolvem excelente relacionamento no trabalho com colegas, parceiros, clientes, fornecedores e muitos outros. (DORNELAS, 2005)
 
André Luiz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina e Pós-Doutorado pela UNREF – Univresidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente. Professor nos cursos da Faculdade Barretos. prof.andrebastos@hotmail.com

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