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Os riscos da endometriose e da adenomiose uterina
A endometriose se caracteriza pelo surgimento de pequenos fragmentos do endométrio fora da cavidade uterina, ou seja, na cavidade abdominal, como por exemplo, nas trompas, nos ovários, na parede de alças intestinais. Estes pequenos fragmentos de endométrio também sangram mensalmente, coincidindo com o ciclo menstrual, provocando irritação ao seu redor, e consequentemente um processo inflamatório. Dados do Ministério da Saúde revelam que atualmente a endometriose atinge 6 milhões de mulheres no Brasil.
Conhecida com endometriose interna a adenomiose uterina, que tem maior ocorrência por volta dos 40 anos, onde os sintomas se agravam, mas melhoram com a menopausa, se caracteriza pelo surgimento de pequenos fragmentos do endométrio no miométrio, que é a camada muscular da parede do útero. “Nesse caso toda vez que a mulher fica menstruada também há sangramento dentro da musculatura do útero, provocando irritação e um processo inflamatório”, explica a médica radiologista do Ultra-X, Débora Esperancini Tebar.
As causas da endometriose como da adenomiose ainda são desconhecidas, porém estudos mostram que há influência dos hormônios femininos na formação de ambas. Além da idade, outros fatores podem colaborar para o aparecimento da adenomiose, como mais de uma gestação, primeira menstruação (menarca) precoce e ciclos menstruais curtos.
Dados mostram que cerca de 1/3 das mulheres com a adenomiose são assintomáticas e 2/3 apresentam sintomas, como fluxo menstrual extenso e volumoso, cólicas intensas, dor durante o ato sexual, sangramento fora do período menstrual, distensão da região inferior do abdome e infertilidade. “É considerada uma doença benigna, porém com importante impacto clínico devido aos sintomas que a acompanha”, afirmou Débora.
Os sintomas da endometriose são dismenorreia (menstruação difícil), dor pélvica crônica, infertilidade, irregularidade menstrual, alterações urinárias e intestinais.
“Com a melhora do diagnóstico da adenomiose e da endometriose antes de uma cirurgia, com ultrassonografia endovaginal e a ressonância magnética, temos condições de fornecer embasamento para ajudar o médico quantos as possíveis condutas de acordo com as particularidades de cada paciente, melhorando assim a qualidade de vida” destas mulheres, explicou a médica.