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Então, por que não estender a mão?
Você já deve ter ouvido falar em Terceiro Setor, né? É por meio dele que a sociedade se organiza para contribuir nas mais diversas questões sociais, como a educação e saúde, e também para defender algumas causas mais específicas, como a proteção da criança e do adolescente. São as famosas entidades beneficentes, ONGs e Fundações que compõem o Terceiro Setor.
Para entendermos melhor, vamos fazer a distinção: nossa sociedade, no sistema em que estamos inseridos, é dividida em 3 setores, conforme sua natureza e objetivo.
O Primeiro Setor é o Estado propriamente dito. É o governo representado por suas organizações nas esferas federal, estadual e municipal. É dever do Estado prover as necessidades básicas e estruturais da população e instituições, pois utiliza recursos públicos.
O Segundo Setor é o setor privado, representado pelas empresas, que são organizações com fins lucrativos e atuam no mercado. É composto por organizações comerciais e industriais que oferecem serviços e produtos para a população, além de oportunidades de emprego. Utilizam recursos privados para fins privados.
O Terceiro Setor é formado pela sociedade civil dividida em organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público (ou seja, dar uma ‘mãozinha’ para o Primeiro Setor). O Terceiro Setor desenvolve políticas sociais de interesse público, firmando parcerias com governos e iniciativa privada. Muitas vezes essas organizações atuam em áreas pouco atendidas pelo Setor Público, outras vezes fortalecem uma demanda da sociedade/comunidade, defendem direitos das minorias, dos animais e da natureza, das crianças, etc.
Teoricamente, o responsável por questões sociais e o principal “culpado” por problemas na sociedade é o Primeiro Setor (governo). Oras, é ele que recebe as verbas públicas justamente com o intuito de oferecer as melhores condições para a população, não é? E, caso não recebamos essas condições, o que é mais apropriado fazer? Ficar reclamar ou arregaçar as mangas e começar, na medida do possível, fazer por nós mesmo?
É claro que é um direito do cidadão reivindicar junto ao Governo tudo que nos é devido. E é necessário que se faça isso. Mas abusamos demais e sempre estamos na ‘fila’ das reclamações. Quem reclama muito perde o tempo com o qual poderia estar fazendo, realizando, trabalhando em prol da sua causa. O Governo é uma máquina extremamente complexa com diversas ramificações. A “culpa”, por si só, não é de apenas um. Então, que paremos de reclamar apenas e comecemos a realizar, a executar.
E é esse o intuito que move o Terceiro Setor. É por isso que muita gente prefere receber o sorriso de uma pessoa necessitada a um salário mensal. É por isso que muitos dedicam algumas horas de sua semana para fazer o bem e deitar em paz na sua cama, sabendo que ele fez a diferença na vida de uma (ou muitas) pessoas. É mais do que a sensação de utilidade, é a sensação de caridade, é o sentimento de amor.
E, como no primeiro artigo apresentamos a música Direito de Viver, apresentaremos outra canção que também nos dá brilho nos olhos. Ela se chama “O Sal da Terra”, composta por Beto Guedes e também gravada pela banda Roupa Nova.
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar…
Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver…
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da…
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã…
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois…
Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
Aí eu te pergunto: então, por que não estender a sua mão?