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sábado, 05 de março de 2016

Artigos

Conclusões lógicas

Quando o homem se deixa seduzir pela riqueza, instala-e nele o que poderíamos chamar de “roteiro do egoísmo”: o dinheiro entra pelas mãos, enche o coração, extasia os olhos, domina o cérebro e toma conta de tudo o seu ser.
Expulso de si mesmo, o ambicioso permite que o dinheiro o governe. Facilmente se esquece de Deus e passa a ignorar o próximo, em que vê sempre um aproveitador, uma pessoa que na primeira oportunidade vai lhe pedir “algum” emprestado.
Perdendo os próprios valores, perde a sua própria história! Quem é mais desgraçado que o avarento?
Os antigos mestres das Igrejas Gregas diziam que esperto e o rico que descobre que a chave da porta do céu está nas mãos dos pobres. A esse respeito, há um interessante texto de Santo Agostinho, endereçado a um rico de seu tempo: “Ninguém se orgulhe porque é generoso com o pobre. Talvez falte a ti mesmo mais que a ele. Talvez aquele a quem acolhes seja um justo… Ele precisa de um teto… você do céu; ele não dinheiro… a você pode faltar mais generosidade, fraternidade, justiça. Se temos poucos ou muitos bens materiais, não seremos muito agarrados a eles? Não estaremos seduzidos pelo que temos? Meditemos sobre isso. 

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