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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Artigos

A HORA É AGORA

Bom Dia Barretos. 
Por onde ando, ouço pessoas reclamando da situação difícil pela qual o Brasil está passando, e do reflexo dessa situação sobre suas economias. Muitos alegam que perderam seus empregos, enquanto outros afirmam que suas atividades diminuíram de tal sorte, que está a comprometer a continuidade de seu trabalho. 
Por outro lado, percorrendo a cidade, só posso lamentar a quantidade de pontos comerciais fechados, ostentando placas de “aluga-se”. O mesmo fenômeno está a ocorrer em relação a casas residenciais. Gosto de ler e de entender teses produzidas e publicadas. Uma delas, há algum tempo, me chamou muito a atenção, e então resolvi relê-la, dado ao fato de se enquadrar perfeitamente no momento que estamos vivendo. 
Diz a referida tese que as maiores oportunidades surgem nos momentos de crise. Acredito piamente na tese desenvolvida, porque a literatura é rica em exemplos de pessoas, que em decorrência da perda do emprego se aventuraram a iniciar um serviço próprio, passando a ganhar mais do que ganhavam no emprego. Acho que a atual crise abre uma grande oportunidade para uma extensa gama de profissionais, como eletricista, encanador, jardineiro e até para o trabalhador braçal, desde que disposto a limpar quintais, roçar terrenos, refazer muros ou calçadas, bem com fazer salgados e bolos, animar festas de aniversários. Recolher e comprar sucatas para revendê-las às empresas de reciclagem, constituem outras tantas oportunidades. Visitar residências propondo recolher roupas pouco usadas, ou sapatos meia vida, para revendê-los em feirinhas ou nas feiras livres da cidade, repartindo o lucro, pode desaguar amanhã numa nova loja da cidade. 
Temos que parar de chorar o leite derramado, arregaçar as mangas e começar a buscar novos caminhos a serem trilhados. Ficar sentado em casa ou na mesa de um bar, lamentando o emprego ou as oportunidades perdidas, as injustiças sofridas e as dificuldades de buscar novas oportunidades pela idade avançada, não contribui em nada para melhorar a situação. Sei que milhares de pessoas que frequentaram o Cemup, estão hoje capacitadas a abrirem em casa, um salão de cabeleireira, manicure, costureira, bordadeira, etc. Fazer crochê, tricô, cerzir uma roupa, engraxar um sapato, podem alavancar uma nova oportunidade, às vezes, muito mais vantajosa do que o emprego que tinha. 
Caro barretense, por acaso você tem ideia de quanto o meu amigo “Milão” ganha recolhendo papelão? Você se recorda de outro nosso amigo, que se intitulava o “Rei da coxinha” que ganhava a vida e sustentava muito bem sua família, as produzindo e vendendo? Vamos, pois, cuidar de nossas vidas e deixar para lá os shows de TV, com a Polícia Federal prendendo envolvidos no Lava Jato, com o Juiz Sergio Moro envolvido em seu trabalho, com os delatores e suas delações premiadas, com o envolvimento ou não das empresas OAS, UTC, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, entre tantas outras, bem como com os escândalos da Petrobras, dos Fundos de Pensão e do Mensalão, fatos que só nos deprimem e não contribuem para encher nenhuma barriga. 
O que vai mudar em nossas vidas se o filho da jornalista Mirian Dutra, é do Fernando Henrique ou não? E se o sitio de Atibaia é do Lula ou não? Vamos dar uma pausa neste bombardeio diário de noticias deprimente, e olhar para os nossos umbigos, cuidar de nossas vidas, já que por elas o governo nada faz. Vamos transformar Barretos no polo de desenvolvimento de uma nova filosofia de vida: Se ninguém faz nada por nós, nós o faremos pela força de nosso trabalho, pois quem sabe faz a hora, e a hora, a hora é agora.
 
BOM DIA  BARRETOS.   

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