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Destruição ou mudança
A humanidade parece estar vivendo no terror e destruição final: fim do mundo, fim da história, fim da vida, fim de tudo. E não se trata apenas de fantasias mórbidas de algum irmão, até respeitáveis cientistas passaram a vida fazendo cálculos sobre quanto pode ainda agüentar este nosso maltratado planeta…
Não pretendemos entabular aqui uma discussão do tipo cientifico. Nossa finalidade é tentarmos decifrar a mensagem do Evangelho. O qual nos anuncia que o fim já começou e que “nada poderá escapar à destruição”.
Mas o fim de que? É só lermos o Evangelho com o coração puro e nos será fácil desvendarmos a profecia que ele contém. E a profecia é esta: Nada pode subsistir daquilo que foi edificado pelo orgulho humano ou pela injustiça humana, sobre as lágrimas, a fome e a exploração dos mais fracos…
Em outras palavras, mais cedo ou mais tarde cairão aos pedaços todos os projetos contrários aos projetos de Deus, que são projetos de amor, de justiça e de paz.
Com efeito, não se pode negar que tantos empreendimentos humanos se sustentam sobre os tijolos do egoísmo, sobre as pedras do orgulho, sobre o cimento da violência. Até aqui estamos de acordo com Cristo; aliás, aplaudimo-lo por ele ter a coragem de desmascarar essas falcatruas todas…
Mas é que Cristo quer desmascarar também nossa maneira de viver e nossos projetos pecaminosos…
Sim, com que tipo de pedra, com que tipo de tijolo e com que tipo de cimento está sendo edificada esta nossa vida de cristãos?
É evidente que Deus não quer a destruição desta nosso planeta ou desta nossa sociedade. Quer apenas uma mudança de rota, uma transformação radical. De moto que, das cinzas de nossos pecados, possam germinar as flores da justiça e da esperança, os frutos benditos do amor e da paz…