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SONHO NATALINO
Bom Dia Barretos.
Talvez, porque estivesse ouvindo musicas natalinas antes de dormir, tão logo conciliei o sono, comecei imediatamente a sonhar. Sonhei que estava numa terra distante, habitada por um povo determinado e trabalhador, mas, como acontece em todas as civilizações, alguns viviam em busca do pote de ouro no fim do Arco Iris, enquanto outros buscavam descobrir em que caverna morava a felicidade.
Numa manhã ensolarada de um domingo, um grupo de jovens sonhadores, reunidos na praça principal, resolveu partir em busca da tal caverna, certos de que, achando-a, voltariam esbanjando felicidade. Anos atrás, já tinham feito tal pedido ao Papai Noel, sem que tivessem sido atendidos. Uns diziam que, com certeza, o Papai Noel também desconhecia o esconderijo da felicidade, enquanto outros argumentavam que a mesma tinha que ser buscada e não pedida ao bom velhinho. Foi nesse clima que os jovens partiram, afirmando que só voltariam depois da descoberta da toca onde morava a felicidade. Os dias foram se passando e nenhuma noticia dos desbravadores da felicidade. Mais alguns dias, e eis que dois deles retornaram cabisbaixos, tristonhos e infelizes por não conseguirem atingir seus intentos. Desde então, dia sim, dia não, outro membro dos desbravadores retornava nas mesmas condições, dizendo ser impossível encontrar a felicidade, andando sem rumo e sem direção definida.
Numa sexta-feira, à noite, o grupo estava reunido para uma análise da expedição, quando se mostrou preocupado com a falta de um de seus membros, que permaneceu sozinho, vagando pelas montanhas, algumas delas cobertas por vasta vegetação e povoada por animais bravios. Já se falava em criar um grupo de voluntários para resgatar o remanescente, que poderia estar ferido, ter sido atacado por algum animal ou mesmo estar zanzando sem rumo por ter perdido a rota. Quando a decisão estava amadurecida, os membros da equipe de resgate escolhidos, e o dia da partida definido, adentra à sala da reunião o retardatário com um sorriso aberto transpirando por todos os poros o sentimento de felicidade. Atônitos, todos correram ao seu encontro, ávidos para ouvirem o relato do local, onde havia recolhido a felicidade que esbanjava em seu semblante. Calma, calma, dizia ele, sorridente e feliz. Vocês não precisarão percorrer a trilha por mim desbravada. Estava eu exausto, faminto, sedento, percebendo que não tinha mais forças para prosseguir e muito menos para retornar. O desespero rondava meus pensamentos e então, não sei se pelo cansaço, adormeci, ou se perdi momentaneamente a consciência. Senti que estava flutuando, quando apareceu um anjo, tocando-me o ombro e dizendo: Jovem, o que procuras não está aqui na floresta, nem numa toca ou esconderijo qualquer, ela está alojada em sua alma, não precisa procurá-la, apenas deixe que ela venha a tona.
Olhei para aquele anjo de luz que como que, por encanto, desapareceu. Assustado, olhei em meu redor e vi que o verde da vegetação tinha mudado de cor, tinha avivado. Uma leve brisa roçou meu rosto, me senti mais leve, revigorado, minhas forças haviam retornado. Então, uma sensação enorme de alegria invadiu minha alma e, num piscar de olhos, já me vi entrando aqui. Meus queridos amigos, a felicidade está alojada dentro de nós. Felizes aqueles que a deixa florescer e vir à tona. Estávamos buscando lá fora o que sempre esteve a nossa disposição aqui dentro, disse isso batendo no peito.
Acordei, acordei sentindo com se aquelas pancadas estivessem sendo dadas em meu peito. Acordei, sentei à beira da cama, dei graças a DEUS por sempre acreditar que a morada da felicidade se encontra em nossos corações, e que dela podemos usufruir, para sermos felizes ou fazer felizes aqueles que nos cercam. Que o Papai Noel possa trazer, a cada um de nós, como presente natalino, a conscientização de que ser feliz e fazer os nossos próximos felizes, vale muito mais, mas muito mais mesmo, que qualquer conquista ou bem material.
BOM DIA BARRETOS.