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sábado, 12 de dezembro de 2015

Artigos

DO IMPEACHMENT DE DILMA

Desde o momento em que o Presidente da Câmara dos Deputados acatou o pedido de impeachment de Hélio Bicudo, Miguel Reali Júnior e JanainaPaschoal, que o Brasil vive um frenesi na esfera política, sem saber ainda qual será o desdobramento dessa crise que se estendeu praticamente todo o ano de 2015, tendo se iniciado no dia seguinte ao segundo turno da eleição presidencial, quando muitos depoimentos circularam na rede social questionando o sistema de votação em urna eletrônica. Muitos criticaram até mesmo a forma da apuração, que por durante três horas ficou restrita apenas a alguns técnicos do TSE, com uma margem muito pequena de diferença entre Aécio e Dilma, levando a suspeitas até hoje não esclarecidas, justificando inclusive um movimento pela volta do voto impresso, para evitar tais desconfianças. A partir disso, começaram a surgir manifestações de rua, em várias cidades do Brasil, culminando com uma grande manifestação na Avenida Paulista, em 15 de março, que reuniu mais de um milhão de pessoas (https://www.youtube.com/watch?v=S3TukLcqPzM).Durante todo o ano se discutiu sobre a viabilidade ou não de se abrir o processo de impeachment, por vários motivos, tendo o Presidente da Câmara acatado justamente agora, quando se viu ameaçado pela Comissão de Ética, a deflagrar um braço de ferro contra Dilma, cujo resultado ainda é muito incerto e imprevisível, porque diferentemente de Collor, em 1992, a presidente Dilma conta com apoio de forças sociais de esquerda (CUT, MST, Sindicatos, OnGs feministas, etc.) e até mesmo apoio internacional de países de esquerda (Cuba, China, Venezuela, etc).Não fosse isso, talvez teria caído há muito mais tempo. Por isso que a crise política se agrava com a decisão de Cunha, semana passada, em abrir a Comissão Especial para começar o processo de impeachment.
Serão necessário 343 votos de deputados para que o processo vá ao Senado. Lá quem presidirá a Sessão de Julgamento será o Presidente do STF, Ministro Ricardo Lewandowski. De maneira que ninguém sabe como vai terminar toda esta história. O fato é que as instituições estão fortalecidas e certamente  mais robustecida ficará a nossa democracia, no final desta crise. Rezemos por um desfecho que torne o Brasil melhor, em todos os aspectos. 
 
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana)

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