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A chegada do cristão
Como sabemos, cristão é aquele que crê e segue os ensinamentos de Jesus. Se você é um desses que segue e crê, então pode chamar-se cristão. O que vem pela frente na vida do cristão é o objetivo, o “alvo a ser alcançado”, enfim, a “chegada do cristão” ao objetivo que ele mesmo se propôs a alcançar: admitir, pela renovação e pelo acordo assumido em seu batismo, que iria levar esse nome, mediante comportamento novo, pelo seu novo nascimento, tendo que manter em segurança o seu estado mental, físico e espiritual; enfim, corpo, alma e espírito. “… e o nosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Isso, todo cristão teria que saber; pois, geralmente, quem assume um compromisso, no mínimo, tem que saber do convênio que fará.
1. O CORPO: O corpo é formado de terra; do barro Deus o formou. Então, como Criador, Ele é proprietário do que formou. “Eis que vim de Deus, como tu; do barro também eu fui formado” (Jó 33.6). Bem, então, temos que ter a consciência que precisamos cuidar do nosso corpo com todo o respeito, com toda a santidade possível, para não destruir o que Deus nos deu em comodato . Como coisa infungível, gera-se para o comodatário a obrigação de restituir um corpo certo. É contrato não solene, podendo assim ser oral. “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe” (Dt 5.2).
2. A ALMA: Uma alma vivente, uma personalidade, um “eu”, uma pessoa com consciência de si própria e com capacidade de pensar, sentir e querer. Foi dotada de inteligência e aptidão para adquirir conhecimento durante sua jornada. Foi dotada ainda, principalmente, de obediência; coisa que, infelizmente, foi a causa da queda do homem; mas, todas as almas existentes são de Deus e, por isso, devemos obedecer. “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4). Entre o corpo e a alma existem particularidades que, se prestarmos a atenção neste texto: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28), podemos entender, que ambos podem padecer no inferno literalmente, se houver um abandono de cuidados e/ou descasos sequenciais.
3. O ESPÍRITO: Espírito de Deus – é quem fez também nossos espíritos. “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo Poderoso me deu vida” (Jó 33.4). Seu fôlego gerou vida espiritual. A partir do momento que assumimos os compromissos com Deus, por Jesus Cristo, estamos garantindo uma renovação espiritual, que também gerará compromissos, sabendo que passamos a ser “Templos de Deus”, morada do seu Espírito Santo. Então, é perfeito que Ele nos peça para que nossos espíritos também sejam santos. O nosso espírito tem que voltar para Deus e, certamente, Ele não o aceitará de forma corrompida e maculada, como algo que foi destratado e contaminado por coisas que danam o nosso espírito (pecados). A morte espiritual acontece quando o espírito não tem mais vida. O corpo ainda vive, mas está sujeito à morte. A alma também continua a existir, mas o espírito está morto. “Não extingais o Espírito” (1 Ts 5.19).
Então, para a “chegada do cristão” ao seu objetivo, é preciso consciência e, principalmente, condescendência com aquilo que se presta a fazer por livre e espontânea vontade. Se algo ainda está em desacordo em seu caminho, coloque-se diante das suas obrigações. “E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.24). Não ache que somente Deus, Jesus e o Espírito Santo é que têm que fazer algo por você. Descubra, o mais rapidamente possível, as responsabilidades que você também assumiu no batismo: morrer para o pecado e viver para Deus. “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus” (Rm 6.10).
André Luiz Aparecido Canhos dos Santos (e.mail: projeto1restaurandovidas@gmail.com) é Pr. Missionário, Teólogo e Escritor.