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FINADOS – LEMBRANÇA E GRATIDÃO!
Por que a cada ano comemorar os que morreram? Qual o sentido de reverenciar a morte, uma vez que ela sempre rouba o que amamos e o que temos mais precioso, que é a vida? Por que falar da morte, quando o que importa para muitos é unicamente a vida?
Quando comemoramos os nossos irmãos e irmãs falecidos, na verdade, nós nos lembramos deles, com saudade e, ao mesmo tempo, com gratidão. Ao partir, eles deixaram um grande vazio que com o tempo vai se cicatrizando e, por mais que o tempo passe, a lembrança deles permanece. Lembramo-nos deles para agradecer pelas lições que nos deixaram, dos exemplos que espalharam pelos anos que conviveram ao nosso lado.
Contudo, nós não reverenciamos a morte quando comemoramos os que morreram, mas celebramos a vida. A morte é sempre um aviso para nós do quanto a vida deve ser bem vivida.
Há quem já disse que morrem bem, os que vivem bem! E, de fato, nós vemos que aqueles que em vida não se preocuparam só consigo, que se desvelaram pelos outros e dedicaram tempo e forças para socorrer os que precisam de ajuda, não tiveram problemas com a morte; ao contrário, a morte para eles foitambém um ato de amor vividona completa entrega de si nas mãos de Deus!
Não há como negar a realidadeda morte como nosso destino. Para alguns um final absoluto, mas para os que creem a oportunidade de encontrar a vida no sentido mais amplo e absoluto. Como afirma S. Teresa de Lisieux: “Não morro, entro na vida!” Na morte, nossa vida não nos é tirada, mas transformada!
Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos