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NEM A VACA…
Bom Dia Barretos.
Os tempos estão tão esquisitos que nem as vacas estão reconhecendo mais seus próprios bezerros. Mas, utilizando uma expressão latina, “mutatis mutandis”, e nos transportando para a política, ouso dizer que nos dias atuais, muitos políticos também não reconhecem em seus próprios partidos, os ideais pelos quais sempre lutaram.
Fico a imaginar como deve se sentir espiritualmente um colega de turma, estudante de medicina no Rio de Janeiro, que deixava seus estudos à noite, para sair pelas ruas pintando muros com o dístico “Abaixo a ditadura”. Fazia isso por ideal e acreditando que poderia buscar dias melhores para nossa população. Numa noite saiu e nunca mais voltou, ninguém soube de seu paradeiro. Sumiu, como evaporam as nuvens passageiras, que na primavera enfeitam o nosso firmamento. Meu amigo deixou-nos de legado apenas lembranças e lições de vida.
Os partidos políticos atualmente, se contradizem entre o que votaram no passado e o que propõem votar no presente. O partido, que na campanha política defendeu uma guinada na condução de nossa economia, propondo reformas, diga-se de passagem, as mesmas que hoje estão sendo apresentadas, agora vota sistematicamente contra o ajuste fiscal que propôs. Pior ainda, vemos uma proliferação de partidos, para que cada um possa dizer: esse é o meu partido e você tem que negociar o tempo de televisão comigo. Que tristeza viver momento tão negro de nossa história política.
Conversava essa semana com meu amigo Vitor Edson Marques e reconhecíamos que, lamentavelmente, nem o nosso PMDB sai ileso dessa balburdia. O nosso PMDB, o meu, o seu, o nosso MDB da redemocratização do Brasil, tinha lideres como Ulysses Guimarães, que aceitou enfrentar a ditadura como anti candidato à Presidência, a fim de pavimentar o caminho do retorno a normalidade democrática, mesmo tendo que enfrentar até os cães, instigados contra ele na Bahia. O nosso MDB tinha lideres como Jarbas Vasconcelos, Roberto Freire, Pedro Simon, Orestes Quércia, Franco Montoro, entre tantos outros. Não, o nosso PMDB, o meu PMDB não é o de Eduardo Cunha, nem o de sua bancada na Câmara que barganha posição por cargos. Queremos de volta nossas bandeiras democráticas, nossa militância na rua, nossos ideais tremulando em cada trincheira do partido, buscando o poder para ajudar o Brasil a crescer, gerar mais empregos, melhorar a saúde e a educação, e não buscar o poder para satisfazer vaidades ou interesses outros. Não queremos nos igualar aos partidos que buscam o poder pelo poder, muito menos aos que se deslumbram ao assumirem posições de mando. Queremos de volta o PMDB histórico, de batalhas memoráveis, em quem a população confiava plenamente porque tinha em suas fileiras idealistas e sonhadores.
Se não tivermos forças para mudar a forma de administrar o Brasil, que tal darmos o exemplo, começando por mudar a maneira de administrar Barretos. Quando Barretos foi administrada por Prefeitos do PMDB, como João Batista da Rocha, Christiano Carvalho e Uebe Rezeck, sempre se destacou no cenário estadual. Aqui, as medidas eram tomadas visando melhorar a cidade e a vida de seus filhos. Creio que está na hora de Barretos voltar a ter um Prefeito do PMDB para que o progresso em todas as direções volte a nos bafejar.
BOM DIA BARRETOS.