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FOGUEIRAS
Bom Dia Barretos.
Creio que estamos a presenciar uma verdadeira fogueira, ou melhor, duas gigantescas fogueiras a consumirem a credibilidade e a economia do país, bem como, a tranquilidade e a confiança do povo brasileiro em suas instituições democráticas. A primeira é a fogueira das vaidades, onde arde o conceito do Brasil como nação equilibrada e de uma economia forte. Essa fogueira se alastra como erva daninha, pelo Congresso Nacional, onde os votos a favor ou contra as medidas propostas se baseia apenas na cor e nos interesses dos partidos políticos, não levando em conta os interesses maiores da nação, bem como o interesse do povo brasileiro, que os elegeu. A segunda fogueira é a fogueira dos interesses secretos, que pode fazer qualquer cidadão de bem se ruborizar, só de pensar nas tramas que vêm sendo urdidas, a fim de se conseguir obter o desejado. E o desejado vai do se livrar das ações judiciais ao atendimento de seus desejos secretos. Bem que o governo tenta de todas as maneiras, tirar o país do atoleiro em que se meteu, diga-se de passagem, por culpa do próprio governo. Mas os interesses em jogo impede qualquer avanço das negociações, pois se coloca acima do bem estar do país e do povo brasileiro, a disputa por mais e mais poder, bem como interesses meramente partidários. Votamos e elegemos nossos representantes, para que pudessem trabalhar por nós junto ao governo, acreditando que seriam nossos representantes, nossos advogados, mas agora atordoados percebemos, que a maioria está preocupada apenas em cuidar de seus interesses, e pior ainda, na grande maioria, de seus interesses menores. Juros estratosféricos, dólar nas alturas, desemprego acelerando, indústria quase paralisada, insegurança em todas as frentes, mas no congresso parece que o grupo que defende a tese do quanto pior melhor, navega em águas tranquilas como se um tsunami de grandes proporções não estivesse a caminho. Leio no jornal “Folha de São Paulo” de sexta-feira 25 de setembro uma declaração do ex Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, sugerindo que Dilma debata com adversários um pacto em torno de reformas necessárias e assuma o compromisso de aprovado o pacto, renunciar em um ano. Fica martelando em minha cabeça a seguinte pergunta: Queremos ajudar o Brasil sair da crise ou simplesmente jogar uma queda de braço entre situação e oposição. E no Congresso Nacional temos situação e oposição ao governo ou temos, como foi dito, adversários? A Presidente se viu obrigada a adiar a reforma ministerial por briga de cargos. Fica a pergunta: A reforma é para ajudar o país sair da crise ou não? Se for temos que votá-la, sem pensar em tirar vantagens para si ou para o grupo a que pertence, caso contrario rejeitá-la com ou sem vantagens. Engraçado é que votam contra as reformas propostas, aqueles que a defenderam no passado, e a favor aqueles que a rejeitaram no passado. Daí a conclusão que infelizmente no Brasil se vota mais com a paixão e o bolso, que com a razão e o patriotismo. Assim, só DEUS mesmo, pode nos livrar do tsunami que se aproxima.
BOM DIA BARRETOS.