Artigos
OS FATOS ECONÔMICOS E AS SUAS SOLUÇÕES
A crise tem sua gênese à longa data.
Sabemos que a economia é uma ciência de saídas unívocas. Seus ditames são preceitos bifurcados, que levam soluções a dois caminhos. O primeiro, a amenização do problema originário e segundo com confrontação e criação de um novo óbices.
As soluções oferecem também novos problemas.
O que resta é aplicabilidade de mais conveniência periódica.
Remédios econômicos não acabam com distúrbios, porém como anestésico resolve temporariamente os sintomas. Por isso, é necessário mudanças temporárias de reajustamento permanentes impostos pelas novas realidades econômica, que a cada momento tem um novo figurino.
Analisando o mundo econômico, com suas barafundas cíclicas, chegamos a conclusões que os problemas trás insito a si as soluções relativamente plausíveis.
A necessidade impõe soluções imediatas. Através dela as arbitrariedades de medidas com consequências se faz premente.
O escopo econômico nos conduz a convencimentos restritos e impregnados aos surgimentos dos óbices.
A criação de novos impostos são delineadas por necessidades prementes.
Só que no momento a situação da presidenta Dilma, em distonia com o povo e o congresso tornar-se a proposta tênue apesar da consistência e necessidade do aumento da carga tributária.
A presidenta Dilma encontra-se divorciada do povo e do congresso.
Qualquer proposta, advinda da presidente, vem carregada de passionalidade e reação negativa, mesmo sendo contemporânea com os fatos.
Usando uma analogia, percebemos que o divorcio da presidenta Dilma, com o povo e o congresso, é litigioso. Por isso, a divisão das partilhas acarretam impulsos instintivos desagradáveis e insustentáveis.
A racionalidade da proposta sucumbe pela passionalidade do projeto.
A maneira como a implantação do novo imposto está sendo conduzida nos leva ao raciocínio que o congresso e o povo analisam a proposta do governo como se fosse personalista da presidente Dilma.
Devemos racionalizar o projeto e tomar as decisões através dos fundamentos e não dos sentimentos.
Os fatos econômicos devem ser a fonte, onde as soluções deságuam.
A proposta governamental de novos impostos não deve ser instrumento político de descontentamento e nem de destruição do governo.
As soluções passionais satisfazem os afetos sentimentais, porém peca pela racionalidade e falta de clarividência de ações coerentes com os fatos.
Com lucidez e inteligência a proposta deve ser decidida.
E, quando o divorcio de Dilma com o povo e o congresso deve ser decidido pelos meios constitucionais e os ditames legais.
JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR