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domingo, 20 de setembro de 2015

Artigos

Liderando líderes: uma estratégia simples de marketing

Aparentemente existe certo temor, por parte da direção, de que se perca o controle sobre os colaboradores ou ainda que surja algum tipo de levante revolucionário, algo como “a revolta dos tenentes”. Pode se incluir nessa lista de medos as questões financeiras e salariais. 
Ton Peters, engenheiro civil pela Cornell University, e Ph.D. pela Stanford University, dos Estados Unidos é idolatrado por homens e mulheres de negócios. Autor de vários best-sellers, como “In search of excellence” (Vencendo a crise, em 1982) e “Liberation management”, Peters foi considerado como o “guru dos gurus” pela revista Fortune e “super guru” pela The Economist e famoso por suas brilhantes idéias sobre administração, sugere estarmos vivendo em um ambiente no qual nossa vida profissional está repleta de altas apostas, grandes riscos, incerteza, ambigüidade e desempenho rigoroso, e que, nesse caos, uma nova forma de liderança deve emergir como o diferencial estratégico mais importante no mundo dos negócios: o líder de líderes. É isso, muito simples, líderes trabalham com líderes. Líderes não criam seguidores, criam mais líderes.
Uma estratégia simples de marketing: a direção deve cercar-se de líderes, para que possa transmitir-lhes o poder de descobrir e criar os seus próprios destinos e ainda nos aponta principais mandamentos de Peters para garantir a produtividade e o sucesso na gestão dos negócios: Desenvolva a comunicação interna.  2. Preocupe-se com a relação entre chefes e subordinados.  3. Fixe nos detalhes.  4.  Lembre-se que pequenas ações resultam em grandes resultados.  5. Mantenha contato com todos os membros ligados à empresa. 6. Trate seus empregados como clientes.  7. Volte seu foco para as mulheres. 8. Seja obcecado em contratar os melhores. .9. Saiba ouvir, agradecer e pedir desculpas.  10. Dê importância ao design. 11.  Nunca perca um almoço. 
Warren Bennis, presidente e fundador do Instituto de Liderança da Southern California University, desenvolveu uma pesquisa com 90 líderes reconhecidos da iniciativa privada, a maioria da lista Fortune 500, em que detectou que “bons líderes transferem poderes, responsabilidade e autonomia a seus subordinados, aumentando a motivação sem precisar instituir um sistema de prêmios e castigos”.
Para se implementar um sistema de gestão em que os Colaboradores atuem como gestores estratégicos, é essencial que a direção encare a mudança como uma via de mão dupla, ou seja, a gerência deve ser participativa em todos os aspectos, não somente naqueles que atendam aos interesses da direção. A prioridade é a empresa, o investimento é no atendimento das necessidades dos clientes e a conseqüência é rentabilidade no médio e longo prazo para os acionistas, no caso de empresas particulares. Essa estratégia não difere muito para o caso de empresa públicas ou sem fins lucrativos, apenas que a conseqüência é o crescimento e perpetuação da própria instituição.
Tom Peters salienta tambem a necessidade de se confiar na confiança. “Como líder, necessito de alguém em quem possa confiar, e como subordinado, confio em um líder que aparece, faz as coisas mais difíceis e depois volta no dia seguinte cheio de vitalidade”. Muito dessa confiança é conquistada dando uma causa a cada pessoa. As pessoas dão suas vidas por uma causa, não medem esforços e nem o tempo quando estão envolvidas em uma causa. Mas por um negócio elas apenas trabalham.
A “empresa” tem a vantagem de permitir proporcionar boas causas a seus colaboradores, afinal estão lidando com o desenvolvimento de pessoas, com a preparação de profissionais e, em alguns casos mais radicais, estão promovendo mudanças sociais.
Porque então não confiar em seus colaboradores? Porque não transformar colaboradores em multiplicadores de marketing de relacionamento? Para que tanto investimento em propaganda podendo dispor de milhares de divulgadores potenciais?
Seth Godin, autor do livro Marketing de Permissão (ed. Campus) aborda de forma primordial a “ideia-vírus, “ ou seja, “como transformar suas idéias em epidemias que irão incendiar o mercado ou seja criação de diversos vírus de idéias identifica os fatores chaves para a disseminação bem-sucedida e de sucesso para triunfar no mundo dos negócios”. Sugere que, na nova economia, os consumidores geraram anticorpos resistentes ao marketing tradicional e propõe como alternativa, que se crie um ambiente no qual as pessoas se encarreguem, por si mesmas, de difundir as idéias. 
 
André Luz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza –  Argentina e Pós-Doutorado em Educação pela UNTREF – Universidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Professor nos cursos da Faculdade Barretos.Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente.

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