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Inovação e Empreendedorismo
Atualmente, o mercado competitivo torna as oportunidades cada vez mais escassas, frente a isso, o profissional contemporâneo, necessita do desenvolvimento do perfil empreendedor, como um diferencial que promova a mudanças nos diferentes ambientes de atuação. Esse novo profissional deve ter a continua capacidade de inovação, promovendo ideias, que modifiquem consideravelmente a maneira de administrar e tomar as decisões que, trarão o sucesso e o crescimento para a organização. Considera-se hoje o empreendedorismo como um fenômeno globalizado, dada a sua força e expansão, nas relações internacionais e formação profissional. Atualmente o Brasil ocupa posição importante entre os países mais criativos do mundo e onde mais surgem empreendedores.
O empreendedorismo não é algo tão novo e com o passar do tempo, surge a necessidade de adequação de processos antigos, e criação de novos, para atender uma nova estrutura econômica e de mercado;o empreendedor encara isso como uma urgência em se customizar às novas exigências dos consumidores e do sistema econômico, sendo assim, forma o conceito de empreendedorismo atrelado ao ato de inovar. É certo que a inovação não se trata de uma simples parte do ato de empreender, mas sim de uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento do empreendedorismo. A inovação constitui-se de distintos critérios e etapas, buscando atender as demandas mercadológicas e gerar renda ao empreendimento para que este possa perdurar no mercado.
Concebe-se a ideia de inovação como uma criação ou reinvenção de algo que já existe, alicerçando-se em pesquisas, observações e incessantes estudos, na busca de soluções, que sejam simplistas, ao passo que possam ser facilmente assimiladas e aceitas pela população consumidora. Essa ideia demonstra também que o empreendedorismo não é uma exclusividade de investidores de pequeno porte dispostos a iniciar um negócio, mas que empresas de grande porta podem ser consideradas empreendedoras perante a apresentação de inovações, no famigerado “empreendedorismo corporativo”.
Outro ponto a se destacar é que o próprio processo inovativo tem se intensificado como resultado do uso das novas tecnologias digitais. Essas tecnologias, através da capacidade de transferir, transformar e controlar as informações utilizadas no processo de desenvolvimento de novos produtos e processos, são, de fato, responsáveis por uma verdadeira automação da inovação.
A gestão da inovação, deve ser vista como uma essencial ferramenta para o alcance, manutenção e frequência nos processos inovadores presentes nos diversos tipos de empreendimento.Peter Drucker em 1987, afirmou que os empreendedores inovam e que a inovação é um instrumento específico do empreendedor. Dessa forma é possível afirmar que a inovação e empreendedorismo tratam-se de fatores interdependentes que tendem a estar sempre juntos dentro da organização, independentemente do porte da mesma. Segundo um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Economia Aplicada), as empresas podem ser classificadas em firmas que inovam e diferenciam produtos; firmas especializadas em produtos padronizados; e firmas que não diferenciam produtos e têm produtividade menor, isso reforça a ideia de que a inovação não está relacionada ao porte da empresa e sim a capacidade de criação de diferenciação de seus produtos ao mercado.
Sendo assim nota-se que um bom empreendedor, que segundo Chiavenato é aquele que faz as coisas acontecerem, deve prezar sempre pela inovação de seus processos e produtos, objetivando assim um diferencial competitivo frente aos seus concorrentes e consumidores, almejando lucros maiores e lembrando sempredo foco de atuação de seu negócio.
Eduardo de Carvalho Machione. (Graduado em Administração/UNIFEB – Especialista em Gestão de Negócios/USP – Mestre em Tecnologia Ambiental/UNAERP) Coordenador de Pesquisas da Faculdade Barretos. Docente da Faculdade Barretos.
machione@colina.com.br
Luiz Fernando Machado. (Graduado em Administração/UNIP e Ciências Contábeis/USJT – Especialista em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria/FGV e Engenharia Farmacêutica/INST. RACINE – Mestre em Engenharia de Produção/UNIARA). Coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade Barretos. Docente da Faculdade Barretos.
luizfernando@unibarretos.com.br