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domingo, 23 de agosto de 2015

Artigos

UM NOBRE SENTIMENTO

Bom Dia Barretos. 
Hoje não poderia deixar de falar sobre um nobre sentimento que muitas vezes fica esquecido, ou guardado no fundo de uma gaveta. Refiro- me ao nobre sentimento da gratidão. A população barretense sempre foi muito grata aos independentes, pela festa do Peão de Boiadeiro, que tanto nos orgulha.
Mas os independentes não podem também deixar de reconhecer a participação da nossa população, alavancando a festa ao patamar que hoje se encontra. Não se pode olvidar o sofrimento, por muitos anos, dos moradores da avenida vinte e três e dos arredores do parque de exposição, quando a festa ainda ali ocorria. A avenida era tomada por barraquinhas em toda sua extensão e os moradores obrigados, muitas vezes, a deixar seus carros longe de suas garagens. Pior ainda, por falta de sanitários, muitos barraqueiros e turistas faziam de banheiro as nossas ruas, sem que a cidade se insurgisse contra os independentes. À noite era quase impossível dormir, embora a grande maioria da população tivesse que continuar sua labuta ao raiar de um novo dia. 
Com a mudança da festa para o parque, os problemas continuaram. Primeiro o acesso era feito por uma trilha usada pelos boiadeiros. Para poder inaugurar o parque, foi necessário que o DAEE cedesse em comodato, dez transformadores para garantir sua iluminação. Os independentes acreditaram que conseguiriam abastecer de água o parque com poços superficiais perfurados. Ledo engano! Foi necessário o poder público e, portanto, com o dinheiro do povo barretense, construir uma adutora fazendo com que a água do poção da via das comitivas, o viesse abastecer. Depois foi preciso, mais uma vez, que o poder público construísse um emissário de esgoto levando os dejetos do parque para serem devidamente tratados. Claro, que é só para lembrar.
Ainda foi com dinheiro público que se construiu a Via das Comitivas Roberto Cardoso Alves. E, também com dinheiro público é que se construiu o estádio de rodeios. Recursos dos governos, federal, estadual e municipal impulsionaram a festa ao patamar que hoje se encontra. Daí, dizer que se Barretos é grata aos independentes pela festa, os independentes não podem deixar de ser gratos à nossa população, por todo o apoio a eles oferecido. Gratidão não se cobra, pois é um sentimento que só tem valor quando espontâneo, mas não custa nada relembrar aquilo que o mar nos ensina, que as ondas vão e voltam e, numa dessas, o envolvimento de nossa população poderá ser fundamental aos independentes. 
Os ranchos, bancados pelos seus proprietários, não só recebiam seus convidados, mas funcionavam também com receptivo dos ilustres convidados dos independentes, que o clube tinha obrigação de receber e ciceronear. Para a festa atual, muitos não abrirão suas portas. Será que os independentes, em algum momento procuraram saber o “por que” isso está ocorrendo? Chega-me a noticia de que uma rebelião está em curso na Câmara dos Vereadores, que também representa o poder público que sempre apoiou os independentes. O que está a ocorrer? Será que o clube “Os Independentes” perdeu, além do sentimento de gratidão, também a humildade? Eu, pessoalmente não tenho nada a reclamar do clube. Sou sócio benemérito e recebo gentilmente em casa meu convite. Deixo claro que estou falando a respeito do que tenho ouvido por parte da população, a chamada voz das ruas. Alertar é preciso. Creio que o clube deva, urgentemente, colocar seu diretor de relações públicas para trabalhar enquanto ainda é tempo.
BOM DIA BARRETOS. 

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