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quarta-feira, 05 de agosto de 2015

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VENTO GELADO … ME DIZ QUE É AGOSTO

Barretos sempre foi pródiga em personalidades tanto esdrúxulas e curiosas, quanto de destaque na sociedade; algumas me vêm à lembrança neste agosto, tempo da florada do ipê e do vento gelado, imortalizado pelo compositor barretense Francisco de Assis Bezerra de Menezes. 
Ainda moleque, conheci o Carrasco, o Tuta, o Quatro, o Nê e o Mudinho, que, nas festas do peão, se vestia à caráter e que morreu atropelado pelo trem; o Môra e o Nabi, cujos nomes quando citados juntos, Mora-Nabi, colocavam dúvidas nas histórias contadas, além do Joinha 13 (Vista um pobre com o seu voto).
Barretos curtiu o Timbete, que chegou a ser destaque no carnaval de rua, exímio tocador de violão. O poeta Zé Feição, presente em todas as recepções a presidentes e governadores; o garçom Dico Flosi, o Nêgo e o Baiano da piscina do Grêmio; o Coxinha, o professor Valois Scortecci, e o “seu” Bequinho do Estadão. 
Saudades do Padre Primo Scussolino, que até se atrevia a batizar filhos de maçons, o primeiro padre a viver e trabalhar em Brasília, que faleceu em 1960, e segundo registrou a história, afirmava em algumas ocasiões: “tenho vontade de colocar a trouxa no jipe e voltar para onde estava” Barretos. 
Dona Bilica benzedeira, o João Beleza (João Alves Ferreira) boa gente, o Paulo Bezerra de Menezes do Jornal A Semana, o Professor João Carlos Soares de Oliveira do Ginásio Francisco Barreto, o Tenente Câmara (Afonso Câmara Filho), o Gidrão Mefle Gidrão, o Mamed Mussi com seu gado Gir e os carrões “rabo de peixe”, o deputado Fecha Roda, (Benedito Realino Correa), o vereador Nelson Abdala, a Dona Lolota e o Professor Jorge Abreu, o Armando Fernandes e o Demerval de Almeida, “o seu corretor”; o Nêgo, o Mardocheu Alfaiate, o Nelson Moni – “o maioral”, e o Tarzan – “o doutor dos pneus”.
A Cornélia, o Beni, o Osvaldão, o Campo do Barretos na 32, o Bosteiro, a Bombinha, hoje região dos lagos, a casa redonda do Bagaço (Cristiano de Carvalho), o Bar Jaú, o Café Goiano, o Café Ivaí, o Bar do Costa, o Bar da Feira, a PRJ8 Rádio Barretos com seus programas de auditório nas manhãs de domingo.
Os cantores, atores e músicos Raimundo Salvador, Carmem Lazarini, o Fininho e seu avô Ângelo Gama, o Nigth And Day, a Alcione, o Arutim, o João Falcão, o Gustinho da Polícia, que se apresentava como o soldado 423 no Cine São Paulo, falecido em Pontes Gestal. 
Escritores como Osório Faleiros da Rocha autor do livro Barretos de Outrora, o Ruy Menezes e o José Tedesco, que deixaram como legado o Álbum Comemorativo do 1º Centenário da Fundação de Barretos; as crônicas do Toninho Scanavinno e do Pinduca (Paulo Flosi), o compositor Bezerrinha que eternizou Barretos, a Festa do Peão, e que homenageou a Capital do Estado com a música Perfil de São Paulo. 
Quantas saudades dos bailes e brincadeiras dançantes no Grêmio, União dos Empregados do Comércio, Jockei Club, Clube do Frigorífico, Estrela D’Oriente, União Síria, Ateneu Municipal, do diretor Roberval Câmara, e o Kaikan, da colônia japonesa.
O Henrique Prata frente à Fundação Pio XII, herança genética do Dr. Paulo Prata e da Dra Scyla é mais uma razão para me orgulhar de ser um barretense.
Respeitando o espaço, omiti muito do pouco que conheço da história, mas acredito que colaborei para um exercício de memória dos bons tempos. É sempre um orgulho poder dizer “Sou de Barretos”.
“Eh! Chão Preto! Terra boa é Barretos! – Parabéns pelos 161 anos.
 
 
Diogo Mendes Vicentini – Secretário de Desenvolvimento Econômico de Votuporanga

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