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sábado, 13 de junho de 2015

Artigos

PRIMEIRA ENCÍCLICA SOBRE ECOLOGIA

O papa Francisco deve lançar, no próximo dia 18 de junho, a encíclica Laudato Sii (Louvado Seja) sobre ecologia. É a primeira que o tema específico da questão ambiental será objeto de reflexão exclusiva numa encíclica. Recentemente o Vaticano realizou alguns eventos em parceria com a ONU, para alargar o debate sobre a ecologia, buscando ampliar o consenso de vários países quanto à necessidade da preservação ambiental. Ainda neste ano deverá ocorrer um importante encontro internacional em Paris, em que se espera que decisões sejam tomadas no sentido de viabilizar políticas de proteção do meio ambiente. O papa deverá também fazer uma abordagem quanto à defesa da Criação, na Assembleia Geral da ONU, em sua visita aos Estados Unidos, em setembro próximo.
Espera-se ainda uma dura crítica do papa ao “capitalismo selvagem”,objeto de vários pronunciamentos ao longo do seu pontificado, de modo especial ao estilo de vida consumista e de grandes desperdícios. O papa quer chamar a atenção quanto aos excessos do capitalismo, pois que em relação ao socialismo a Igreja já tem posições claras a respeito, em vários documentos, tendo rechaçado o socialismo científico e ao marxismo comunista como ideologia em vários documentos. Em relação ao capitalismo, há posicionamento também de restrições quanto aos seus abusos, mas Francisco quer agora dar mais ênfase quanto aos aspectos perversos e desumanos do capitalismo, cujas críticas poderão vir mais enfaticamente na próxima encíclica.
Espera-se também que o papa não embarque na tese do chamado aquecimentismo, já bem refutado por cientistas de expressão internacional, sabendo que o argumento do aquecimento global é mais por razão ideológica (principalmente pela esquerda) do que científica. Espera-se uma posição sóbria da Igreja em relação a essa questão, para evitar novas polêmicas no campo da ciência, como ocorreu, em tempos passados, com o célebre caso Galileu, etc. Espera-se, portanto, uma posição que reforce a preocupação da Igreja com a preservação da natureza, da Criação (o que é legítima, e já constante em documentos de outros papas), mas sem estar impregnada das ideologias do ecologismo radical. Defender a Criação é também defender a primazia do ser humano, imagem e semelhança do Criador, chamado a cuidar e dominar a natureza, com a responsabilidade de quem é chamado a ser administrador dos bens naturais, a serviço da vida.
A expectativa é grande de muitos pelo conteúdo da encíclica, tendo em vista se tratar da primeira carta dirigida aos fiéis católicos do mundo inteiro, escrita pelo papa Francisco em defesa da natureza,da vida e da Criação.
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) 

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