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CASA DE NOCA
Bom Dia Barretos.
Parece que infelizmente o Brasil está se transformando numa verdadeira casa de Noca, onde todos se julgam no direito de dizer o que querem, sem se preocuparem com a coerência de suas falas e muito menos com suas consequências. Fruto disso é a intolerância, cada vez maior, que se instala em todos os setores e em todos os níveis. Parece que estamos regredindo no tempo e voltando a cantar aquela velha canção do “joga merda na Geni”. Uma verdadeira guerra sem tréguas e sem quartel se instalou entre legislativo e executivo, e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal travam uma disputam renhida para ver quem cria mais dificuldades para o governo.
Os presidentes das duas casas atacam o Procurador Geral por terem seus nomes ligados à apuração do lava jato. Diante desse clima de intolerância, confesso que assisti estarrecido ao programa político do PSDB, onde nenhuma proposta para melhorar o Brasil foi explicitada. Todo o programa foi elaborado com o único fito de atingir e desmoralizar o governo. Chegou-se ao cumulo de dizer que nunca se roubou tanto no Brasil como no atual governo. Tal palavreado, além de não acrescentar nada ao debate político, nem à melhoria dos rumos administrativos do país, pecou duplamente. Sentou em seu enorme rabo, rabo esse que envolve episódios como o mensalão mineiro, a propina que correu solta na compra dos trens da CPTM e do Metro em São Paulo, o obscuro episódio da votação da reeleição pelo Congresso, bem como o da privatização das telecomunicações, da venda do Banespa a preço de banana e da CPFL na mesma linha, entre tantos outros episódios, sempre devidamente acobertados e engavetados.
Atacou-se violentamente o ajuste fiscal que o governo vem promovendo, o mesmo ajuste fiscal que o candidato do PSDB propunha para o Brasil na última campanha eleitoral. Onde fica a coerência? Ora coerência, parece que ninguém está preocupado com coerência e muito menos com o bem estar dos brasileiros. Vivemos um clima de decepção e revolta, onde se torce pelo pior. Descaradamente, se fere princípios morais e de responsabilidade perante a nação, quando os parlamentares só votam projetos do governo se tiverem seus pleitos de nomeações atendidos.
Países como Japão, Inglaterra e Alemanha, destruídos pela guerra, se tornaram potencias mundiais pela determinação de seus povos em se irmanarem nas dificuldades para superá-las. Aqui, o que vemos é a vontade de que nada de certo, porque cada um tem interesses e objetivos próprios a serem alcançados.
Falamos em acabar com a violência urbana, mas infelizmente esquecemos que, para isso, precisamos dar o exemplo, exemplo que nossos representantes não conseguem transmitir. Portanto cuidado, muito cuidado, porque uma hora a casa pode cair.
BOM DIA BARRETOS.