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A ESPERTEZA COMEU…
Bom Dia Barretos.
Parece que estamos vivendo no Brasil atual, aquela história onde a esperteza acabou por comer o esperto. Cada um quer ser mais esperto que o outro, quer tirar vantagem em tudo, criando uma ciranda de trapaças e vigarices, que surpreendentemente acaba atingindo a todos indiscriminadamente.
Os que se consideram muito espertos, acabam por se enrolarem em suas próprias trapaças e, quando dão conta de si, já foram passados para trás. Querem um exemplo simples? Pois bem, o governo em busca de conquistar politicamente as pessoas mais humildes, lançou um programa que denominou “Minha Casa Minha Vida”. A ideia e o programa foram bem engendrados. Logo, empreiteiras encontraram um jeito de ganhar muito dinheiro, utilizando materiais de segunda e mão de obra desqualificada. Pessoas humildes, acreditando que poderiam ter sua casa própria, fizeram de tudo, inclusive em muitos casos, pagando uma contribuição por fora, propina, para a elas terem acesso.
Casas e prédios mal construídos, logo, logo começaram a dar dor de cabeça aos compradores, que levaram gato por lebre. A infraestrutura de péssima qualidade acabou por afastar pessoas que buscaram outra saída e, alguns desses conjuntos de casas ou prédios, foram tomando características de favelas. Os serviços públicos não corresponderam aos anunciados e a deterioração da qualidade de vida seguiu aceleradamente rumo ao caos. Os serviços médicos e a educação de qualidade que foram prometidos falharam. Crianças fechadas em cubículos ou peregrinando pelas ruas a mercê de traficantes e exploradores de todas as espécies, são as maiores vitimas dessa esperteza sem fim.
No Congresso, as votações são dominadas por interesses outros que não os interesses nacionais. Chantagens e jogo de poder, quando não a busca de subterfúgios para fugir de investigações pautam as sessões. Não, não para por ai. Abro os jornais do dia e vejo denuncias de que nem a metragem, nem a largura dos papeis higiênicos, de varias marcas, correspondem ao anunciado. Vai-se abastecer o carro em determinados postos e a gasolina, quando não o próprio álcool, está batizada. O leite que nossos filhos bebem é batizado no primeiro córrego, entre o caminho da fazenda ao laticínio ou ao consumidor.
Quilos de 900 gramas, e metros de 95 centímetros quase que já viraram praxe. A carne no açougue subiu muito mais que o boi no pasto. Pior ainda são os medicamentos, alguns deles fabricados em laboratórios de porão, onde sua composição mistura o principio ativo com farinha de trigo ou talco. O esperto que batiza o leite toma o remédio falsificado. O que batiza o combustível compra o papel higiênico fraudado. O construtor, que usou material de segunda, padece na mão do fornecedor, que lhe enviou material de qualidade inferior a que foi comprada. E, assim, vai se fechando um círculo vicioso onde todos perdem, confirmando, mais uma vez, que a esperteza sem fim sempre acaba por comer o esperto.
Os escândalos vão se sucedendo, os exemplos vão se disseminando, os costumes se degradando, tornando o horizonte cada vez mais carrancudo. Será que não está na hora de dar um basta em tudo isso? Bem, pense nisso e um bom domingo a todos.
BOM DIA BARRETOS.