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O GOSTO DE VIVER
Há algum tempo vi uma grande gravura tão linda, que me inspirou um diálogo: Dois pássaros pausados no galho de uma árvore, observam a agitação dos humanos lá embaixo e conversavam: Por que será que eles se afligem e correm tanto? Perguntava o primeiro pássaro, e o segundo respondia: Deve ser porque eles (coitados) não tem um Deus bondoso, como nós temos, para cuidar deles.
A correria e a ansiedade não levam, a nada, a não ser nos deixar sem fôlego! Uma outra história, acontecia na África com alguns negros carregadores, ilustra bem esse diálogo imaginário.
Um grupo de exploradores, viajando pela África, contratou o trabalho de dez carregadores nativos, dizendo que tinham que andar muito depressa, para alcançar o navio em determinado dia.
Viajaram bem rápido nos primeiros dias, mas ao terceiro permaneceram agachados embaixo das árvores recusando-se a pegar suas cargas para seguir viajem. Os homens brancos ficaram assustados com aquela “greve” inesperada, até que ouviram as explicações dos nativos: Hoje vamos descansar para deixar nossas almas alcançarem nossos corpos.
É isso, mesmo, precisamos reservar tempo para viver, parar de correr e usufruir o melhor da vida, que é a parte espiritual. O homem que vive correndo em constantes preocupações desgasta seu sistema nervoso e sua vida interior, perde contato com sua alma e acaba se esquecendo que tem um Deus que cuida dele.
Não adianta nada correr demais para vencer, se depois da vitória, ficar tão cansado que não pode nem festejar.
O segredo da vida feliz está em saber gozar as coisas simples e naturais e não procurar emoções constantes, que exigem sensações renovadas até chegar à saturação e ao imenso cansaço de tudo.
Ao contrário, as emoções simples do espírito são duradouras e muito mais intensas, levando ao redescobrimento de Deus e ao despertar maravilhoso do espírito. Deus nos criou gente com personalidade e características Divinas.
É muito triste perder a emoção de viver, o que acontece quando a vivência é constante preocupação com o acumulo de riquezas e com os próprios interesses, como está ocorrendo com os políticos do Brasil.
O gosto de viver, o doce romance da vida pertence aqueles que altruisticamente vivem fazendo o bem aos semelhantes, como o magnífico exemplo de Madre Teresa de Calcutá, criatura maravilhosa que certa vez afirmou: “Sou um pedacinho de lápis nas mãos de Deus. E Ele que faz tudo …”
O gosto de viver, o doce romance da vida pertence aqueles que se esforçam para, nas fabricas, lojas, consultórios, oficinas, viverem com Jesus viveu, amando e respeitando ao próximo como o Senhor o faria hoje no seu lugar.