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DIA DO TRABALHADOR
Bom Dia Barretos.
Quero inicialmente cumprimentar todos os trabalhadores brasileiros, pelo dia do trabalho, que, prefiro dizer, dia do trabalhador, força motriz a impulsionar nossa economia e o bem estar de nossa Pátria. Não posso deixar de dar um abraço fraterno em todos os trabalhadores barretenses, e peço permissão para fazer, abraçando, cada um de per si, e a todos em geral que militam no Hospital São Jorge.
Lamento apenas que chegamos ao 1º. de maio, numa luta de egos, entre Presidente da Câmara e Presidente do Senado, que duelam para ver quem consegue atrair para si os holofotes da grande imprensa, pouco importando com o teor e a tramitação do projeto. De parte do governo, a grande preocupação, não é com os direitos, nem com o bem estar dos trabalhadores, mas sim com a possível queda de arrecadação. De parte do empresariado é a busca pela diminuição da exagerada carga tributária, que está levando as empresas à insolvência. Para eles a terceirização só terá importância se criar condições de diminuir a carga tributária e, consequentemente, gerar um aumento de empregos. Os trabalhadores, por outro lado, ficam perdidos com as centrais sindicais tendo opiniões divergentes sobre o projeto. Creio que a discussão, se as empresas podem ou não, terceirizar atividades meio ou fim entra apenas como recheio. E, o trabalhador vai acompanhando apreensivo o desenrolar dessa queda de braço.
A Presidente foi enfática ao dizer que a regulamentação do trabalho terceirizado, precisa manter a diferenciação entre atividades fim e atividades meio para proteger a Previdência Social, da perda de recursos garantido a sua sustentabilidade. Será que alguém está mesmo preocupado com o trabalhador? Vou ilustrar com um exemplo simples de entender. O Hospital São Jorge teve uma funcionária que começou a trabalhar em 1969 e ficou até o dia que se aposentou. Como aposentou por tempo de serviço, retornou ao trabalho até o dia em que, resolveu parar pela idade avançada. Tem funcionários com 20 – 30 – 40 anos de serviço e que continuam na ativa. Pergunte a qualquer um deles se estão preocupados com a tal lei que tramita no Congresso Nacional? Claro que não. Com terceirização ou sem terceirização, continuarão a trabalhar no Hospital com todos nos seus direitos garantidos. O que garante seus empregos e suas remunerações, não são as leis, mas sim o exercício de suas atividades com amor, competência, dedicação e responsabilidade.
A Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores têm visões divergentes a respeito do projeto. O Presidente da Câmara e o Presidente do Senado também. Para o Governo, mantendo-se a arrecadação, qualquer solução agrada. Bem, o trabalhador, perdoem-me se estou sendo pessimista, acredito que ninguém está preocupado com o trabalhador. Com terceirização ou sem terceirização, meu amigo, todos estarão correndo atrás de quem veste a camisa e desempenha bem sua missão. A garantia do emprego está em suas mãos.
BOM DIA BARRETOS.