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terça-feira, 24 de março de 2015

Artigos

A Espera

Um dos grandes valores da humanidade de hoje, é que ela vive num mundo de esperança. Por ela se vive, se trabalha, se estuda e se sofre.
Só trabalha, só vive, só estuda, só tem a capacidade de sofrer, quem espera. Por isso, acertadamente, disse o Concilio Vaticando II: “O futuro da humanidade esta nas mãos daqueles que foram capazes de dar as gerações de amanhã, razões para viver e para esperar”.
O mesmo Concilio afirma que a esperança é necessária para manter a dignidade do homem , para estimular a construção da cidade terrestre, para explicar aos homens os seus próprios enigmas, de modo que eles possam se entender e compreender.
Sem a esperança, o homem corre o risco de ser esmagado pelas contrariedades e dificuldades da vida.
Parece que a humanidade se cansou de olhar para trás e passou a olhar para a frente, à espera de alguém, de alguma coisa nova, de novas surpresas, de mais validas certezas, de algo novo pelo qual valha a pena, viver e existir, de alguém em quem possamos nos apoiar, de alguém que salve. Todo mundo espera.
As transformações profundas e rápidas na vida e na tecnologia dos homens, são características do nosso tempo, e o que as provocam são sempre a esperança de alguma coisa melhor que deve chegar.
Todos olham com expectativa os novos sistemas sociais, políticos, técnicos, pedagógicos que demonstram evoluções diferentes na busca de alguma coisa que se espera.
Todavia, as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são as mesmas dos discípulos de Jesus, há dois mil anos atrás. 
Os homens buscam e esperam erroneamente em algo material que possa lhes saciar a ansiedade, mas o que realmente e somente poderá lhes dar a paz, é a vida, baseada no Amor, e o que poderá lhes dar a paz eterna é o Amor Eterno, é Deus.

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