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TEMOS QUE CARREGAR NOSSAS VIDAS
Nossa identidade com a vida nos proporciona consciência de que somos autônomos em nossos sonhos e sofrimentos.
Épocas o peso da existência, está mais leve em outro mais pesado.
Procuramos driblar a existência para evitar pegar a vida de frente. Pois, quando isto acontece enfiamos o entusiasmo existencial em abismos profundos. E sair do abismo com pesos nas costas é preciso uma força interior excitante.
O peso de nossa vida é proporcional ao nosso potencial. É personalíssimo e intransferível.
Lembro-me da época de meus pais vivos, que percebia que a existência de seus filhos estava transpondo a normalidade amenizava a situação só com suas presenças consoladoras.
Meus pais serviram de andaime onde na hora da realidade brava nos apoiamos com determinação.
Hoje a vida pungente, porém mais leve levamos nossos problemas para sutileza dos antros dos experimentados.
Por ter enfrentado toneladas no limite de nossa capacidade aprendemos que não existe dor que nossa força intima não suporte e não solucione.
Hoje, recebemos o peso da vida como uma criança recebe o peso do brinquedo de natal.
Feliz e resolvido. Com os músculos afiados pelas experiências adquiridas, apesar da leveza do momento, temos reservas, para suportar com determinação e firmeza a imprevisibilidade do destino.
Carregar o peso da vida é nossa tarefa primordial. Atingir seus trajetos, porque sempre existirá a hora de descarrega-los. E quando isto acontece, estaremos álibi e pronto, para lutar pelos nossos sonhos como um leão faminto luta pela porção de carne.
Não existe existência humana com pesos eternos. Somos experimentados e abandonados pelas toneladas que atinge nossos limites; depois disso os horizontes nos espera, como os pássaros descobre o espaço. Aumenta a velocidade de nossos passos a captura da realidade é uma questão de tempo.
JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR