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Lotéricas estão entregues aos assaltantes
As casas lotéricas são uma opção a mais para aqueles cidadãos que querem evitar a ida aos bancos. Além de apostas, as lotéricas oferecem serviços bancários como quitação de boletos, pagamentos de tributos e contas de água e luz. Entretanto, mesmo realizando estes serviços, os funcionários não são considerados bancários e as unidades não têm condições de contratar seguranças para atuarem dentro e fora dos estabelecimentos para evitar prejuízos em assaltos.
A remuneração paga pelos bancos pelo recebimento de boletos atualmente é de R$ 0,50 por autenticação, segundo o sindicato da categoria, e é insuficiente para cobrir os custos de manutenção dos estabelecimentos. Já a Caixa Econômica Federal paga 13% sobre cada jogo de loteria instantânea e 5% pela loteria federal. Dentre as despesas, os empresários pagam o comodato dos aparelhos, seguro e transporte de valores pelos carros-fortes. Os bilhetes são enfiados goela abaixo, e se o lotérico não vender, tem que arcar com o prejuízo.
Nos últimos dias, um empresário lotérico encerrou as atividades por conta da falta de segurança. A medida prejudicou a vida dos moradores de bairros como Bom Jesus, Pimenta, Califórnia e Zequinha Amêndola. A cidade passa a contar com apenas seis unidades que estão entregues aos assaltantes que continuam desafiando as forças de segurança do Estado de São Paulo.
Em 2013, um projeto aprovado pela Câmara Municipal de Barretos propôs a instalação de câmeras de monitoramento no lado externo das lotéricas com o objetivo de resguardar a segurança de usuários. O descumprimento geraria multa de R$ 2.500.
Os proprietários de casas lotéricas não aguentam mais serem vítimas de assaltos à mão armada, consequentemente, não serão leis municipais que inibirão a ação de marginais. Exceto as lotéricas, apenas um supermercado recebe boletos na cidade atualmente. Os governos estadual e federal precisam entender que o crime não se combate com instituição arcaica e viciada e se o sistema não mudar a população e a economia continuarão reféns da violência.
Igor Sorente é jornalista. Contato: falecom@igorsorente.com.br