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Dente de leite pode curar doenças e salvar vidas
Células tronco extraídas do dente de leite tratam de doenças como Diabetes, Alzheimer, Parkinson, entre muitas outras.
O dente de leite jogado fora ou guardado de lembrança pelos pais tem muito mais valor do se imagina. Dentro da sua polpa estão células-tronco mesenquimais jovens de alta qualidade, capazes de se diferenciar em tecidos musculares, cardíacos, nervosos, ossos, cartilagem, pele e superfície ocular.
Por isso, essas células são utilizadas no tratamento de doenças como diabetes tipo 1, cirrose, autismo, Alzheimer e Parkinson, como também em tratamentos para melhorar os efeitos de pessoas que sofreram derrames, ataques cardíacos, paralisia da coluna vertebral, fraturas ósseas e até em tratamentos estéticos.
No mundo, centros de criogenia e tratamentos já estão disponíveis para a população. No Brasil, está iniciando agora. Em Agosto inaugurou em Campinas, São Paulo, o primeiro centro de criogenia de células tronco do dente de leite do Brasil, a RCRIO (www.r-crio.com). Até então, os dentes só podiam ser doados a institutos de pesquisa e não era possível guardá-los para utilizar em tratamentos futuros. Com a criogenização, as células tronco do dente não perdem a validade e ficam disponíveis para quando for necessário.
Além disso, na técnica inovadora da R-CRIO as células tronco não são apenas extraídas e criopreservadas, elas são expandidas. Isso significa que de apenas um dente é possível realizar até 10 tratamentos completos em um adulto, um percentual de aproveitamento 20% maior que outras técnicas existentes. O cálculo é simples, quanto maior o paciente, ou mais números de tratamentos, mais células tronco são necessárias. A técnica, idealizada pelo pesquisador José Ricardo Muniz Ferreira no laboratório da USP, com patente requerida no Brasil e no exterior, garante o máximo de aproveitamento e custo-benefício para os seus clientes.
Entre outras vantagens do dente de leite está o seu processo não invasivo ou doloroso – perder os dentes é algo natural e inevitável -, as várias oportunidades para se coletar – período geralmente dos 5 aos 12 anos de idade – e a garantia de 100% de compatibilidade das células com o paciente.