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Quais as perspectivas do Plano Nacional de Educação (PNE)?
O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado recentemente pela Presidente Dilma Rousseff, depois de um longo período de tramitação no Congresso Nacional, suscita ainda apreensões sobre como será, na prática, a execução de todas as suas metas e objetivos. Apesar de ter sido debatido no Senado Federal e na Câmara dos Deputados por muito tempo, sabe-se que os grupos de influência, na realidade, eram mais sindicalistas ligados ao governo, do que realmente as entidades da sociedade brasileira, que trabalham e representam a Educação no País, e defendem a sua melhoria, em todos os aspectos.
O debate, portanto, deveria ter sido mais aberto e com o envolvimento de mais atores sociais que atuam na educação brasileira, e que trouxessem não apenas um diagnóstico da situação, dos desafios existentes, mas principalmente do que fazer concretamente para que o Brasil dê o salto qualitativo que precisa, para deixar de ser um País emergente, e se tornar efetivamente desenvolvido. Somente com a educação tendo prioridade é que conseguiremos avançar, no que desejamos. Educação requer investimentos em recursos materiais (de infra-estrutura e equipamentos) e humanos, especialmente na capacidade dos profissionais e educadores.
Hoje, o campo da Educação a Distância e dos cursos on line tem crescido bastante, cuja tendência é se expandir cada vez mais. A interatividade e a transversalidade marcam a riqueza do conhecimento, no fluxo crescente de informações, em diversas áreas. Daí a importância de todo estímulo em investimento nas tecnologias da comunicação a serviço da Educação. Que o PNE seja uma ferramenta capaz de otimizar todas estas potencialidades, neste País gigante, quase continental, ainda com muito por fazer.
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá.