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sábado, 28 de junho de 2014

Artigos

Maneiras de conhecer a verdade

Quando a gente era criança, a Bíblia tinha sempre um gostinho de quero mais. Adão e Eva, o primeiro pecado, com a fruta, serpente, querubins e tudo; Caim e Abel; Davi, que mata o baita Golias com aquela estilingada!
Depois, a história de Jesus, que não fez proezas tão violentas, mas devia ser bacana de mais, vê-lo andando sobre as águas, naquela noite de tempestade e, ainda, mandado Pedro ir até Ele, por cima da água. E quando meteu o braço naquele pessoal todo, que estava bagunçando o templo, com suas mercadorias! E aquela vez, que Ele salvou a moça que ia ser morta a pedradas e todos os inimigos dela saíram de fininho? Uma delícia.
Veio a adolescência e tudo aquilo ruiu, junto com tantos outros encantos coloridos da infância. Os adultos contavam aquelas histórias, só pra gente sossegar e não dar trabalho para eles. Mas não entendíamos nada e, agora a Bíblia teimava em cruzar os nossos caminhos, por mais que quiséssemos evitar, voltava sempre em filmes, músicas, pinturas, nos livros e jornais; nos nomes de cidades, ruas e colegas; no linguajar do dia a dia. Já mais maduros, decidimos dar-lhe uma colher de chá. Vencendo bloqueios e preconceitos, voltamos ao estranho livro. Desta vez, nada de Bíblia em quadrinhos ou História Sagrada, abordamos a  Bíblia mesmo.
Novas dificuldades! Grande parte dela é escrita numa linguagem difícil, cheia de repetições, contradições; falam muito em guerras, maldições contra inimigos, mas para nos deixarem mais atrapalhados, porque continua a ser publicada e sempre com tiragens cada vez maiores? Por que tanta gente, em todos os tempos, e pessoas das mais lúcidas e ativas se alimenta com sua leitura, o citam e prezam tanto?
Sem o percebemos, foi-se esboçando na nossa mente, uma nova imagem da Bíblia. Não foi ela que mudou; nós é que havíamos passado a lê-la de maneira nova. Adulta. Seja qual for a nossa maneira de abordá-la, uma coisa é certa: não tem mais cabimento ler a Bíblia com a mentalidade da criança que vai à cata de historias maravilhosas, com agressividade do adolescente, que afirma a sua personalidade, descobrindo defeitos por toda ou com toda ingenuidade de quem, mesmo maduro em anos, se escandaliza com verdades incômodas, adultas.
Pegue a Bíblia, tire a poeira, e comece a refletir com ela. Pra valer! Pra viver! Quem já o está fazendo, sabe que uma vida inteira não esgotará a força e a novidade de semelhante experiência.
Viva a Bíblia!

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