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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Artigos

A verdadeira paz

Para o cristão, paz não é apenas ausência de guerras. Paz é tudo que torna o mundo menos violento para os fracos, menos injusto para os pobres, menos opressor para os libertados.
Sabemos que, embora pareça absurdo, a paz é fonte de conflitos. Ela, para ser atingida, nos leva a denunciar mentiras, a combater privilégios, a depor truculentos líderes políticos, a nos opormos a empresários poderosos, mas corruptos e corruptíveis, a derrubarmos sindicalistas aproveitadores e oportunistas.
Tudo isso o brasileiro conhece bem, sabemos quem são todos eles.
Para obtermos a verdadeira paz, o salário do trabalhador deverá ser digno e condizente com a sua responsabilidade. O profissional liberal tem que ser reconhecido como uma pessoa que tem mais méritos do que qualquer jogador de futebol. O grande empresário, deverá ser respeitador dos direitos humanos, então não mais será sequestrado, porque ele é bem quisto pelos seus empregados, e pela sociedade; e assim podemos ir lembrando de uma série de falhas humanas, que precisamos combater, para chegarmos à verdadeira paz.
Nós, cristãos de hoje, não podemos achar que o amor ao próximo exige a recusa de todos os afrontamentos com os outros. Não é isso não! Jesus disse: “Amai vossos inimigos” e não: “não tenhais inimigos” e até nos advertiu que os que forem fiéis à sua Palavra promoverão divisão em volta deles e até em sua própria família.
E assim como acontece nas relações pessoais, acontece também nas relações entre nações e mundos desenvolvidos e o subdesenvolvido.
Paz, para nós, é realmente a disposição de lutar pela justiça e a liberdade de todos aqueles com quem convivemos, de todos os povos da terra e a nossa própria.
Paz é buscar permanentemente viver no Amor, e do Amor de Deus com os nossos irmãos.

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