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domingo, 02 de março de 2014

Artigos

Investir em eficiência é muito melhor

Governos, políticos e cientistas tendem a colocar o foco nos combustíveis e energias alternativas e renováveis, porém isso é um erro fundamental na visão da International Energy Agency (IEA). Para esta agência, a eficiência energética é o combustível mais importante do mundo e com pequenos investimentos para melhorar a eficiência energética pode-se ter um enorme impacto na redução do consumo de combustíveis, na redução das emissões e, consequentemente, na economia em dinheiro mesmo. 
Muitos pesquisadores defendem que o investimento em eficiência energética proporciona mais economia do que qualquer outra forma de geração de energia. E isso a torna tão importante quanto o investimento em energia renovável. Principalmente porque a ineficiência é “cultural”. Por exemplo, comprar automóveis mais econômicos, veja-se que o Ford Modelo T, de 1908, fazia 60 km/l. 
O Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia está preocupado com o pouco progresso feito na eficiência energética. Diversos programas federais de eficiência estão em andamento: eficiência em prédios, frota de veículos leves, transporte público e geração de energia, eletrodomésticos e códigos de construção mais verdes. Eu não entendo porque os triciclos não vingam. Alguém ainda se lembra das romisetas? Tinha um modelo com caçamba, ideal para eletricistas, carteiros, e assemelhados. 
Mas se os carros estão mais eficientes, os motoristas não. Um estudo recente do Instituto de Transporte da Universidade de Michigan mostra que os hábitos dos motorista anulam a eficiência dos novos automóveis. E para os Estados Unidos isso é uma catástrofe já que consumiram 122 bilhões de litros em 2010. E não basta ter um transporte público de qualidade, o problema é cultural, tem-se que fazer grandes campanhas públicas. E ensinar os motoristas a dirigir melhor. 
Outra proposta feita pelo Conselho sugere uma reforma tributária para promover a eficiência energética. Ainda mais que a eficiência energética gera empregos, aumenta a produtividade e preserva o meio ambiente. Estimam, para os norte-americanos, a criação de 164 mil postos de trabalho. As leis deveriam promover investimentos na produção de tecnologias de poupança de energia. Ao menos, estamos melhor já que, por lá, os combustíveis fosseis são subsidiados. 
Para o Brasil, creio que o Congresso deveria proibir estados e municípios de taxar toda ação de preservação, e incluiria também a geração de biodiesel, biogás e gás d’água (veja a importância do hidrogênio) feito de dejetos e lixo orgânico de origem animal ou humano, principalmente do lixo agrícola, porque não competem como alimentos e livram o meio-ambiente da poluição.Veja-se quanto óleo vegetal de fritura se produz nas cidades, lixo orgânico, esgoto, e a massa de bagaço de cana, laranja, galhos, folhas, etc. 
E não nos esqueçamos das cisternas que, em cidades como São Paulo, amenizariam o problema das enchentes. E por que não ônibus híbridos? E por que não usar o BNDES para financiar projetos úteis melhores que aqueles XXX que se mostraram verdadeiras obscenidades? 
 
Mario Eugenio Saturno (cienciacuriosa.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano. 

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