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Uma salvação para ser lembrada
Todo o povo chileno, boliviano, brasileiro e de quase todo o mundo acompanhou pela televisão a introdução daquela cápsula no longo túnel que terminava no coração da terra, onde estavam presos há mais de sessenta dias os operários da mina de cobre do Chile.
Uma hora preso num elevador no centro de nossas cidades leva qualquer um a momentos de inquietação, um dia preso num elevador inquieta ainda mais… mas ficar preso mais de dois meses, a quase setecentos metros de profundidade, podemos afirmar: é desesperador! É indescritível!
Nas transmissões, que mostravam as habilidades dos homens, que tiveram a responsabilidade de resgatar os operários presos na mina de cobre, percebemos que a inteligência e a tecnologia mais moderna foi colocada a serviço da salvação dos “hermanos”.
Mas o que deve ter impressionado a todos que acompanhavam as transmissões foi a coragem do primeiro “resgatista” que entrou na cápsula para descer até onde estavam os mineiros soterrados.
Uma coisa é ser surpreendido, no meio de um dia de trabalho por uma avalanche e ficar soterrado a setecentos metros abaixo da superfície da terra… outra é se preparar… despedir da esposa e dos filhos e entrar terra abaixo para prestar sua solidariedade e preparar os mineiros para o resgate.
A cápsula foi idealizada para este resgate… Nenhum homem havia testado aqueles equipamentos… Que força motivou este homem a arriscar a própria vida, para salvar a dos companheiros?
Esta atitude nos faz entender melhor o coração de Jesus que, sendo Deus, não se apegou à sua divindade, mas esvaziou-se de si mesmo e desceu até nós para nos resgatar! (Filipenses 2,5-11)
Que Deus abençoe ao primeiro, a todos os resgatistas e aos operários da mina de cobre do deserto de Atacama, no Chile!