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Um alerta sobre nossos lagos
Quando os ponteiros dos relógios tendem a se aproximarem das 6 horas da tarde, uma grande parcela de barretenses, comprometida com a saúde e vigor físico, pode ser facilmente contemplada em tornos da região dos lagos. São homens, mulheres, crianças, sim, famílias com um todo, disponibilizando seu tempo para uma boa caminhada ao por do sol. Tudo muito poético, ou ao menos saudável, afinal, além de eliminar os quilinhos extras, você atende de forma intrínseca as exigências do seu tão querido cardiologista.
Caros leitores, não vos escrevo este texto com intuito de um alerta para as vossas respectivas saúdes. Não sou nutricionista, tampouco respeito a fio dietas programáticas em torno de anos de estudo sobre alimentação. Sou apenas um cidadão barretense, determinado a escolher algumas breves horas do meu dia e coloca-las à disposição do meu entorno físico e bem estar. E o que fazer quando uma simples e suponha-se tranqüila caminhada na viração do dia, se torna uma aventura épica?
Não quero de modo algum apontar todos os problemas por quais tenho deparado ao longo de uma hora de caminhada em volta dos três lagos. Tampouco minha memória seria tão capaz para efetivar o mesmo. De modo que destaco apenas algumas situações que tem chamado minha atenção e acredito que respectivamente de todas as pessoas que caminham por ali.
Assim sendo, descarto deste texto os buracos na calçada, os bancos quebrados, vidros e pedaços de garrafas pelo chão, à falta de iluminação, entre outros.
Já os banheiros, por exemplo, tornaram-se um episodio a parte em minhas breves caminhadas. Afinal, quando a vontade aperta, é necessário correr para o banheiro. E a questão em evidencia não é entrar no mesmo. A questão é sair. Sim. Sair com vida ao menos. O banheiro está completamente abandonado, vasos depredados, urina para todos os lados, e consequentemente forte odor insuportável. A noite, não há iluminação. Talvez fosse agradável telefonar despedindo-me dos meus parentes mais próximos antes de adentrar naquele cenário insolúvel.
Falando em fortes odores, estive acompanhando recentemente uma matéria da revista “Veja” sobre países que legalizaram a maconha de modo medicinal e agora caminham para o mesmo de modo recreativo. Surge, porém, em minha cabeça à pergunta se entre os locais em que a droga fora legalizada, se incluía a região dos lagos de nossa cidade. Sim. Você tem razão leitor. Talvez haja faltado empenho dos redatores da revista, que por sinal é sempre relacionada como um símbolo de credibilidade aos brasileiros. Digo-vos isto porque o forte cheiro da droga está constantemente passeando pelos ares e narinas dos freqüentadores, mais especificadamente vindo da pista de skate. Absolutamente nada contra o skate. Absolutamente tudo contra uma droga sendo usada ali, a céu aberto, de fronte a todos.
Paz e amor irmão! Melhor pensar duas vezes antes de levar os meus filhos para um passeio de sábado à tarde.
Concluo este pequeno e grave alerta às autoridades de nossa cidade como um humilde pedido para que as atenções também sejam direcionadas para os nossos lagos. Reduto de famílias em alta ao longo do verão, há necessidade clara de melhorias, vistorias e manutenções.
Ainda que sócio de um clube que oferece uma academia completa, a minha escolha é caminhar ao ar livre em um cenário tão belo de nosso município.
Visto que para caminhar na região dos lagos não se faz necessário uma preparação física, com “personal trainner” e suplementos. Com toda certeza, é de suma importância, uma preparação psicológica e emocional.
Levon de Araújo Coutinho cursa Serviço Social na Universidade Paulista, e é coordenador em instituição barretense.