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Consumo do tipo certo de ômega 3 traz benefícios para o coração
No próximo domingo, 29 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Coração. A data é um alerta para a incidência das doenças cardiovasculares, que lideram as causas de mortes no mundo, representando 17,3 milhões de óbitos por ano entre homens e mulheres, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a Federação Mundial do Coração (WHF), pelo menos 80% das mortes prematuras por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas se os principais fatores de risco forem controlados.
Um dos principais vilões da saúde cardiovascular é alimentação inadequada. O excesso de gorduras saturadas dos alimentos aumentam os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, o que pode levar a complicações como o infarto e o AVC (acidente cardiovascular cerebral). Uma dieta saudável, aliada à rotina de exercícios físicos, contribui muito para a redução da incidência de doenças do coração.
Alguns nutrientes já comprovaram seus benefícios cardiovasculares. É o caso do DHA (ácido docosaexaenoico) e EPA (ácido eicosapentaenoico), dois tipos de ácidos graxos da série ômega 3, que contribuem para a manutenção do colesterol bom (HDL). “Sabemos do impacto positivo do DHA na pressão arterial e na prevenção da aterosclerose, tanto que a Sociedade Brasileira de Cardiologia, bem como entidades internacionais renomadas, recomenda o consumo diário desses lipídios,” explica o cardiologista Fernando Augusto Alves da Costa, diretor do Instituto Paulista de Doenças Cardiovasculares.
O DHA e o EPA são ômega 3 provenientes de peixes de águas frias como a sardinha, o salmão e a cavala. “É comum as pessoas consumirem óleo de linhaça na procura do benefício cardiovascular, e embora castanhas e sementes como a linhaça sejam reconhecidas como uma boa fonte alimentar de ômega 3, elas são ricas apenas em ALA, ácido alfa linolênico, cujos benefícios se restringem a uma fonte de energia e à saúde da pele,” comenta o médico. “Esse conceito de que existem diferentes tipos de ômega 3, com diferentes funções no organismo, é pouco difundido e por isso causa muita confusão.”
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) recomenda o consumo diário de 0,250 a 2 g de DHA + EPA para a proteção cardiovascular. “O consumo de 100 g de sardinha, por exemplo, possui cerca de 850 mg de DHA,” comenta o cardiologista.
Além de uma boa alimentação e a prática de atividade física, outros fatores de risco devem ser controlados para prevenir o aparecimento das doenças cardiovasculares: tabagismo, obesidade e alto nível de estresse. “É importante também observar que os problemas do coração, apesar de serem mais incidentes depois dos 60 anos, atingem pessoas jovens, por isso todos devem atentar para o histórico familiar e estilo de vida. Para mulheres, o alerta fica principalmente por conta da combinação prejudicial de anticoncepcionais e cigarro,” alerta o Dr. Alves da Costa.