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Eleição presidencial registra recorde de mais de 800 ações judiciais no TSE
A eleição presidencial de 2026 registrou um número recorde de ações judiciais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até quarta-feira (21), a Corte havia recebido pelo menos 804 processos relacionados à disputa, mais que o dobro dos 325 registrados no mesmo período de 2022 e dos 388 de 2018.
A disputa jurídica entre as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou no segundo turno. Entre os principais questionamentos estão denúncias de propaganda irregular, divulgação de informações falsas, impulsionamento de conteúdos negativos e utilização de canais de WhatsApp para fins eleitorais.
Um dos episódios envolveu os canais “Exército do Lula”, com 7,5 milhões de participantes, e “Tropa do Flávio”, com 2 milhões. Após decisões judiciais e questionamentos das campanhas, o TSE estabeleceu que o apoio espontâneo de terceiros a um candidato não caracteriza automaticamente um vínculo oficial com a campanha. A Corte também analisou questões relacionadas ao uso de inteligência artificial e deepfakes na propaganda eleitoral.
Além das representações, o tribunal recebeu 30 pedidos de investigação judicial eleitoral, dos quais 12 já haviam sido admitidos pelo corregedor-eleitoral. Esses processos apuram possíveis abusos de poder político e econômico e podem resultar em cassação ou inelegibilidade, caso as irregularidades sejam comprovadas. A admissão das ações, porém, não significa condenação dos envolvidos.